Subject: Re: A pequenez política dos dirigentes do Bloco
Author:
visitante
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Date Posted: 6/12/04 23:40 In reply to:
Adriano Rodrigues
's message, "A pequenez política dos dirigentes do Bloco" on 29/11/04 17:30
O Daniel Oliveira (dirigente e assessor do BE para a comunicação social) num post que colocou há dias critica “pela esquerda” o congresso do PCP, e socorrendo-se da reportagem da Visão conclui que o mesmo se saldou pela intolerância e falta de espírito democrático. E verberando a alegada falta de respeito ao passado antifascista dum militante (cuja dor assume como sua) conclui que tal resulta da inversão de valores que o Congresso caucionou.
No sábado, na noite da má língua na Sic-Notícias, a teoria do Daniel sobre o Congresso foi a mesma, só a forma variou.
O “filme “que antecedeu a discussão tinha só dois “episódios”: a frase do Jerónimo (sobre a coragem) e a leitura da saudação do Álvaro (das 2 últimas palavras de ordem).
Pelo entusiasmo com que o Daniel comentou o filme, fácil é concluir que teve a sua “mãozinha”...mas indo à substância, do Congresso o Daniel disse que saiu um “discurso novo”, uma “faceta ultra-ideológica” dum “partido que se está a fechar” (que antes o discurso era “sindical”, abrangente, etc).
Disto o mínimo que há a dizer é que é pouco sério resumir um congresso que durou três dias a um parágrafo do actual SG e a duas palavras de ordem dum ex-SG.
Mas o mais revelador da falta de carácter do Daniel é a sua memória selectiva, pois deixou a Clara perorar sobre a alegada religiosidade da camarada que lera a saudação do Álvaro e não teve tomates para a esclarecer (e aos teleespectadores) que a saudação foi lida por uma (das muitas jovens obrigadas a exilarem-se nos anos 60) que foi locutora da Rádio Portugal Livre.
Claro que se o Daniel dissesse quem era a camarada todos percebiam que a sua emoção (patente no tremer da voz) tinha mais a ver com recordações de 40 anos de luta...e lá se ia a teoria do “fechamento sectário” por água abaixo.
Tudo serve ao Daniel para menorizar o PCP. Mas é pueril esta instrumentalização que faz dos seus resistentes, trazendo uns para a luz dos holofotes, mantendo outros na clandestinidade. Como se nós não percebêssemos este “dividir para reinar”. Tire o cavalinho da chuva, Daniel, pode enganar os seus, mas não engana os nossos.
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