Comento apenas este trecho, para desmistificar uma ideia feita: "Todos esses números podem estar correctos mas passam
ao lado do fulcro da questão; quando as entidades
patronais descontam para a Segurança Social estão a
despender os seus próprios recursos enquanto que os
pagamentos feitos pelo Estado são feitos com o
dinheiro dos contribuintes, ou seja, com os impostos
que são pagos principalmente pelos trabalhadores
assalariados".
Que os pagamentos feitos pelo Estado sejam feitos com o
dinheiro dos contribuintes, ou seja, com os impostos
que são pagos principalmente pelos trabalhadores
assalariados, é claro como água.
Que o que os patrões descontam para a Segurança Social sejam os seus próprios recursos, é que me parece fugir à realidade. Porque o que o patrão retém para a SS como sendo contribuição sua e contribuição do trabalhador não é outra coisa que parte do salário, e, logo, contribuição do trabalhador. Porque se há coisa que os patrões não são é altruístas.
Daqui resulta que os trabalhadores assalariados do sector privado pagam não só a sua SS como, através dos impostos, a SS dos funcionários públicos (assim como os ordenados e as outras funções do Estado do capital).