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Subject: O fatalismo e o atentismo


Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 6/08/04 14:05
In reply to: Luis Blanch 's message, "Re: "parti" e Consciência Politica" on 6/08/04 11:41

considerar a imprensa burguesa um alvo a abater, para simplificar, é no fundo arranjar uma desculpa para não ir ao combate ideológico e informativo.

As possbilidades de contraria o opaco regime da imprensa burguesa são grandes e a insistência na dita como inimigo público número 1 facilita e não combate a dita opacidade.

Exemplos de capacidade de usar de forma alternativa a imprensa a afvor de causas progressistas:

1 - Michel Moore é hoje a figura mais mediática no mundo - e não se pode dizer que a sua posição não seja radical

2 - Fidel de Castro é geralmente um mestre no uso da imprensa burguesa

3 - entre as candidaturas a sec. geral do PS, a de Manuel Alegre é a que consegue maior projecção mediática

4 - na luta por eleições antecipadas, depois da saída de DBarroso, obteve audiência maioritária na imprensa e a capacidade de os patrões imporem a saída continuista foi seriamente posta em causa. (aqui não posso descartar a hipótese de o envolvimento do patronato da imprensa não ser mais drástico, poder ter a ver com uma noção antecipada da decisão de Sampaio).

5 - A recente luta dos médicos internos, questionadora da política de saúde do ministro (ministros dos mellos e da gália) e das instituições conservadoras da medicina foi amplamente noticiada e embaraçou também por via dessa cobertura as ditas instituições.

6 - Ainda hoje a denúncia do PCP de alargado compadrio nas nomeações para lugares de chefia do Estado foi amplamente coberta

É claro que estes exemplos referem-se a escaramuças e que se pode sempre dizer que em momentos mais decisivos de um eventual enfrentamente, a natureza da propriedade virá ao de cima. Mas mesmo aí, há que contar com o facto de os profissionais do sector poderem ainda jogar algum papel na luta pela democracia.


Considero a impresnsa portuguesa muito razoável em termos de liberdade, pluralismo e capacidade de penetração de pontos de vista democráticos do que congeneres europeias e sobretudo se a compararmos com o que se passa nos EUA. Por isso acho a retórica do PCP sobre a imprensa muito desajustada.

Convém ter em conta que na minha diretoria estão mais artigos chumbados do que aceites na impresnsa burguesa e que, nem por isso, deixo de continuar a considerá-la um terreno de luta.

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Subject Author Date
Re: O fatalismo e o atentismoJosé Manuel Faria 6/08/04 21:14


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