| Subject: testes |
Author:
santos
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Date Posted: 10:05:16 07/05/04 Mon
A vocação monástica é , em última análise, uma vocação à unidade. E essa unidade só pode ser alcançada através de uma longa caminhada que implica transformações profundas sucessivas, isto é, através de um longo processo de conversão.
Tal conversão se enraiza no batismo, pelo qual somos introduzidos naquela mais radical de todas as conversões vividas por um ser humano, a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nenhuma conversão tem algum sentido exceto numa relação com o mistério pascal.
O mistério pascal permanece no próprio coração da história humana. Os dois braços da cruz cobrem todo espaço de tempo, da aurora da Criação com Deus soprando seu sopro de vida na humanidade, ao retorno escatológico de tudo ao Pai na Parusia, com Jesus de Nazaré no centro, entregando seu espírito ao Pai e recebendo-o de volta para se tornar o primeiro de nosso gênero a partilhar plenamente da glória do Pai.
Nossa conversão monástica, como forma de participação no mistério pascal de Cristo é um elemento daquela transformação global da humanidade e do cosmos todo sob a ação do Espírito de Cristo. Embora seja antes de tudo uma conversão do coração, tem seu sentido a partir da experiência de Deus da conversão humana em Cristo, e alonga caminhada da humanidade que a precedeu; e não será alcançada sem nossa participação ativa na construção do Reino de Deus, que implica uma transformação ou conversão radical da estrutura inteira da sociedade. Meu propósito aqui é de simplesmente mostrar como todos estes aspectos formam uma realidade unificada que recebe seu sentido do mistério pascal nos quais estamos inseridos pelo batismo.
A EXPERIÊNCIA DE DEUS DE CONVERSÃO EM JESUS CRISTO
O primeiro paradigma de conversão ou transformação é certamente a transformação de Deus à humanidade como descrita na Carta de Paulo aos Filipenses: "Embora fosse achado sob a forma de Deus, ele... se esvaziou de si mesmo e tomou a forma de um escravo, tendo nascido na semelhança dos homens. Por isto, Deus o exaltou grandemente e lhe concedeu o nome que está sobre todo outro nome" (Fil 2, 6-9). Se compreendemos a conversão simplesmente como uma passagem do pecado à virtude, não faz nenhum sentido, é claro, falar da conversão de Jesus ou da experiência de Deus de conversão em Jesus. Mas como ocorreu, é só por acidente é que aquela conversão é para nós uma passagem do pecado à virtude - só porque a humanidade pecou. A realidade da conversão é em si mesma algo muito mais profundo e mais amplo. Principia com nosso nascimento e é uma dimensão de qualquer passagem de um estágio de crescimento a um outro até que alcancemos a perfeição a que somos chamados. E Jesus certamente passou através deste processo. Após o processo pacífico, tranqüilo e lento de crescimento de Jesus em idade, graça e sabedoria, ocorreu a mudança radical do tempo de seu batismo. Quando desceu às águas para ser batizado por João, o Espírito veio sobre ele e permaneceu, a voz do Pai foi ouvida dizendo: "Tu és meu Filho muito amado". Neste momento fica experienciada na sua psique humana sua identidade de filho de Deus. E isto lhe dá um novo insight a respeito de sua missão. Esse senso de identidade e esse novo insight foram assumidos através de um longo período de solidão no deserto, onde teve de enfrentar terríveis tentações. Ele imediatamente começou não só a pregar mas também a realizar o Reino de Deus, curando os doentes, perdoando os pecadores e anunciando as Boas Novas aos pobres. Isto não foi feito sem encontrar oposição e aquelas confrontações mediante as quais novos insights sobre sua identidade e sua missão se desenvolveram. O processo todo veio a se completar na transformação radical realizada através da entrega por Jesus de seu espírito ao Pai e pela sua ressurreição pelo Pai. A experiência transformante vivida por Jesus é o ápice da busca às cegas da humanidade em direção ao seu fim último; dá seu sentido a toda a história humana que lhe antecede e que lhe segue. Quando fomos batizados, fomos inseridos na longa experiência humana de conversão que alcançou seu ponto culminante em Jesus de Nazaré. Sendo imersos no mistério pascal de Cristo, somos chamados a uma transformação pessoal que deve nos levar à nossa completa integração em Deus. O batismo não só nos estabelece num estado
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