Author: Divulgando (Será que essa história muda???) [Edit]
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Date Posted: Rio de Janeiro, 6 / 11 / 08. Thursday * 9:11
Caros alunos de arquivologia,
a criação de um sindicato para nossa profissão vem causando fortes debates que resgatam a história de divergências que tem sido marca de um dos maiores problemas da arquivologia em nosso pais, a desunião de nossa classe. Encaminho o que está sendo debatido no grupo do yahoo arquivistas@yahoogrupos.com.br, pois nós alunos devemos sim estar cientes do que se passa. Afirmo isso pois caberá a nós, a nova geração que entrará no mercado de trabalho,"continuar” essas divergências, ou criar uma classe que junta, independente de política ou idéias divergentes terá força para lutar contra os muitos problemas da profissão...
Sei que o voy tem sido palco de diversos debates por nós alunos,(apesar de uma boa parte desses debates serem por temas um tanto quanto “frívolos”) e que o mesmo tem uma grande força de divulgação junto aos alunos do curso. Assim espero que essa postagem gere SIM muitos comentários e debates, pois acredito que esse é um tema que tem que ser bastante falado.
A meu ver essa nova geração é bastante unida e terá plenas condições de evitar que essa história errada continue. Tomara que eu esteja certo...
Esperançoso que a história mude de figura me despeço.
De: Arquivista Com A maiúsculo Data: Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008, 18:22
Juliana,
Nada contra a sua opinião e nem contra você.
O que vou expressar abaixo é simplesmente a minha opinião.
Bem, acho importante um Censo, porém este deve ser feito com critérios bem estabelecidos, com fundamentos e com objetivos que busque resultados eficientes e eficazes. Não dá mais para ficar tapando o sol com a peneira. Precisamos de trabalhos sérios, como o que a Prof. Kátia está fazendo no seu doutorado. Ela sim, está construindo um censo com critérios, com objetivos bem estabelecidos, tem fundamentos, tem perguntas pertinentes, segue uma metodologia e com certeza muito irá nos ajudar.
Respeito a sua opnião e concordo que um censo tem muito a dizer. Mas um censo sobre os arquivistas e não sobre os profissionais de arquivo...... Um censo com perguntas e respostas que nos interessam. Um censo que sirva de parâmetros para o nosso caminhar.
Precisamos de atitutes consistentes e não superficiais. Como eu disse, para essas perguntas, já temos respostas...
Você por acaso já respondeu ao questionário da Prof. Kátia? Se não, te convido a fazer isso... você terá prazer em responder. Trata-se de um questionário com perguntas pertinentes e com categorias que realmente precisam ser analisadas para que possamos visualizar a trajetória que a Arquivologia e os arquivista tem percorrido no Brasil nos ultimos anos.
Como eu disse, não dá é ficar tapando o sol com peneira, como a AAB tem feito nos ultimos anos... usando a máscara de boazinha e bem intencionada! !!! Já fui sócio da AAB e tenho consciência de que por um bom tempo, principlamente nas decadas de 70 e 80, a AAB fez muito pela Arquivologia brasileira. Não podemos negar isso!!! Isso é fato!!!! Porém, também é fato que, de um tempo para cá, parece que a política e o discurso por lá não são mais os mesmos. Tanto é que os núcleos regionais buscaram as suas independências, criou-se outras associações regionais, quase perdemos o Congresso Brasileiro de Arquivologia. ... quando a ABARQ quis assumir o Congresso, qual foi a resposta da AAB: NÂO!!!! Então criou-se o CNA e depois do sucesso que o I CNA e do II CNA a AAB resolve resgatar o CBA? E o mais engraçado de tudo que o CBA agora é o no mesmo ano que o CNA... Se o objetivo fosse o crescimento da Arquivologia, o CBA seria
intercalado com o CNA e neste caso teríamos um congresso por ano.
As Associações regionais estavam todas separadas umas das outras, resolveu-se criar a ENARA... diante da criação da ENARA a AAB resolve criar o Fórum de Associações. Porue não se pensou em criar o fórum antes, mas justamente no momento da criação da ENARA?
Precisamos de ações concretas na Arquivologia! Precisamos abrir os nossos olhos!!!
Me desculpem mas mais uma vez vou fazer uso aqui da sabedoria popular: De boas intenções o inferno está cheio!
Já se passaram 30 anos desde a regulamentação da profissão e o que a AAB fez para que se cria-se um Conselho de Arquivologia ou um Sindicato? NADA!!!!
Sabe porque tudo isso? O CNA, a ENARA, o SINARQUIVO, e um possível Conselho iria trazer mais força para os verdadeiros arquivistas! !!!
Como diz o ditado: o povo unido jamais será vendido!!!!
Em outras palavras: os arquivistas unidos jamais serão vencidos!!!!
Se um futuro conselho, o sindicato e as associações aceitarem os não-arquivitas. .. aí sim... Tudo fica perfeito!!!!
Além disso, aquelas pessoas que fundaram a AAB, os cursos de Arquivologia e regulamentaram a nossa profissão na década de 70 (Esposel, Marilena, Astrea e outros), hoje reconhecem que chegou a hora de nós jovens arquivistas assumirmos paulatinamente a Arquivologia no Brasil. Parece que eles estão dispostos a nos ajudar! Marilena, Esposel e Astrea estiveram no CNA e pelo o que quem estava lá pode perceber , eles estavam felizes com o que estavam vendo. O Esposel inclusive esteve na Assembléia de criação do sindicato. Dê uma olhadinha na página 302 do novo livro da Astrea ( Arquivologia: sua trajetória no Brasil). Lá diz assim:
"A responsabilidade é grande para quem abraça esta carreira. Com todas as abordagens feitas, resta dizer: a Arquivística no Brasil, seu desenvolvimento e processo no concerto das nações adiantadas depende dos seus arquivistas. é preciso que se acompanhe de perto o estudo dos Arquivos nas universidades. e é preciso uma providência imediata para proporcionar o Curso de Pós-Graduação em Arquivologia. Os arquivistas precisam ser treinados em boa redação e numa boa expressão oral. (...) Espera-se que o arquivita saiba se expressar bem para defender sua profissão e promovê-la, com marketing arrojado. O arquivista deve tomar seu lugar no magistério das universidades. Registramos, em levantamento recente, a ausência constante, com raríssimas excessões, de arquivistas nas listas de docentes nos cursos superiores de Arquivo. Louvável que o Arquivo Público do Distrito Federal esteja promovendo o Curso de Pós-Graduação em Arquivologia. só
assim, teremos cursos superiores de Arquivo, em graduação e pós-graduação ministrados por arquivistas. "
Na minha opinião, não só nas universidades como professores, mas nas outras áreas também, nós arquivistas precisamos buscar os nossos espaços. Essas pessoas já fizeram muito por nós. Porém chegou a hora de carregarmos a nossa bandeira. Eles já carregaram por nós... e sabem que chegou a hora de passar essas funções aos poucos para nós. Isso não significa que eles precisam nos abandonar e que a partir desse momento precisamos virar a cara para eles e ignorá-los. Devemos sim reconhecer o que estas pessoas fizeram e tem feito por nós arquivitas. Posso citar aqui várias dessas pessoas: Prof. Jardim, Prof. Maria Odila, Prof. Renato Tarciso, Prof. Georgette, Prof. Esposel, Astrea, Marilena, Jaime Antunes do AN, Maria Isabel do AN, Belloto, Prof. Luis Carlos Lopes, Ana Maria Camargo, Vitor Manoel Fonseca, diversas outras pessoas que estão e que estiveram à frente do CONARQ e do AN, dos cursos de Arquivologia no país, e etc... e etc....
e etc...
Veja bem, aqueles que no passado sonharam, lutaram e que continuam lutando e pensando em prol da Arquivologia e dos arquivistas não precisam ser ignorados... Eu tenho certeza que se soubermos nos aproximar dessas pessoas e mostramos para elas os nossos objetivos, os nossos ideais, os nossos sonhos... ? Até porque se você for analisar o sonho deles nas décadas de 70 e 80 eram os mesmos sonhos que temos hoje... Tenho certeza que se procuraramos por essas pessoas, elas nos apoiarão e não ficarão promovendo ações inúteis e desconstrutivas como a AAB tem feito nos ultimos anos.
Por que proibir que uma Associação regional fizesse o CBA? Porque criar um Fórum subordinado à AAB, exatamente no momento em que as Associações novas estavam se unindo? Porque reprovar a criação de um sindicato?
Isso para mim não é construtivo e sim destrutivo!! ! Ações como essas não tem como objetivo o melhor para a Arquivologia e para os arquivistas. ..
Jamais um sindicato criado por arquivistas iria querer mal aos arquivistas! !!! A ABARQ jamais sujaria o nome do CBA!!!! A intenção da ENARA era unir forças e não fazer de nenhuma associação a sua subordinada! !!!
Bem, a intenção aqui não é fazer o papel de advogado do Diabo, quem quizer que pense assim... A intenção é trazer para discussão a verdade.
Saudações a todos,
Arquivista com A maiúsculo.
De: Juliana Kirchhof
Data: Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008, 14:15
Sobre o Censo:
É certo que essas respostas já sabemos.
Mas como funciona um censo?
Pense no censo demográfico.
Todos já sabem que no Brasil moram brasileiros,
que descendem de diferentes nacionalidades,
habitam essa terra em grande parte desde 1530 mais ou menos,
outros mais, outros bem menos.
Mas o que acontece?
Precisa-se saber quantos temos de verdade,
nesse total, quantos vêm de cada etnia.
Como vivem.
Sabe-se que existem diferentes classes sociais,
mas qual é o percentual.
O censo para arquivistas pode nos dizer
quantos trabalham e não são formados,
quantos se formam e não trabalham.
Formalizar números que sabemos que existem,
mas não temos certeza.
É uma boa,
o censo, não é um retrocesso.
Obrigada pela atenção de todos.
--- Em ter, 4/11/08, Arquivista Com A maiúsculo escreveu:
De: Arquivista Com A maiúsculo
Data: Terça-feira, 4 de Novembro de 2008, 19:42
Me desculpem, mas algumas repostas agente já sabe. Vejamos:
Quem somos?
Arquivistas, técnicos de arquivos e estudantes de Arquivologia.
Qual nossa formação acadêmica?
Para ser arquivista a formação necesária é Bacharel em Arquivologia..
Para ser técnico de arquivo tem que ter feito um curso técnico de arquivo.
Há quanto tempo estamos no mercado?
Desde a criação da lei e desde o momento que os primeiros alunos de Arquivologia concluiram seus cursos.
Ou seja, de 1978 em diante!
O que esperar de um censo desse? Até quando vamos ficar dando voltas...
Fico lembrando daquela propaganda das eleições em que a mulher tentava andar para frente e não conseguia... ficava só dando voltas... rsrsrsrs..... .
Ainda bem que a AAERJ foi criada!!!
Agora cá para nós... vejamos a seguinte parte do comunicado da AAB:
"(...) assim, estaremos juntos escrevendo um novo caminho para os profissionais de arquivo. Um caminho que não seja de exclusão, um caminho que represente os interesses dessa comunidade que trabalha nos arquivos! O censo é a oportunidade para que todos nós possamos nos deixar conhecer!"
Com a criação do sindicato nenhum Arquivista está sendo EXCLUÍDO e sim adquirindo mais uma oportunidade de lutar para ser INSERIDO nos devidos locais, os quais lhes pertencem por direito!!!
Por falar nisso... a AAB comemorou o dia dos Arquivistas? Será que compareceram 700 pessoas como apareceu no III CNA?
Ah, fiquei super contente em ver no centro da cidade do Rio de Janeiro um ônibus passando... tinha uma mensagem linda!!! Fiquei orgulhoso!!! !
Parabéns ENARA!!!! Parabéns AAERJ!!!
Arquivista com A maiúsculo.
============ =====
> Caros,
>
> Creio que a AAB esteja um pouco atrasada na questão.
>
> A criação do Sindicato foi realizada há 10 dias, dentro de um Congresso
> Nacional de Arquivologia, que teve mais de 700 participantes, atendeu todos
> os pontos exigidos em lei no que se refere a publicidade em DO, veículo de
> comunicação de grande circulação, além de publicado nos sites da ENARA e
> AAERJ (entidade que convocou a Assembléia) e divulgado por e-mail aos 6409
> mails de nossa mailing list.
>
> A Assembléia foi convocada pela única associação profissional
> exclusiva de
> arquivistas, reconhecidos na forma da Lei 6546/78, que é a AAERJ.
>
> Houve divulgação no site Arquivista.net, houve enquete no Orkut, houve um
> fantástico debate no dia da fundação e os arquivistas fundaram o
> SINARQUIVO.
>
> Acho o Censo algo importante, que inclusive poderia ser objeto de pesquisa
> acadêmica, mas o que isso tem a ver com a criação do SINDICATO?
>
> Esta mensagem foi divulgada uma semana antes do III CNA, e entendo que
> tratava-se de uma manifestação contrária ao Sindicato. E qual a
> justificativa? Antes temos que fazer um censo para descobrir e conhecer o
> profissional dos Arquivos?
>
> O Sindicato não é de Profissionais de Arquivo, mas de Arquivistas e
> Técnicos
> de Arquivo. Acredito que o Sindicato inclusive possa ajudar neste censo, mas
> é preciso saber o objetivo do mesmo. O que se pretende com este Censo? Tenho
> ouvido rumores que se pretende mexer na Lei dos Arquivistas. ..que perigo
> hein? Nosso único instrumento de defesa...me dá arrepios pensar em
> mudanças
> nesta lei. Para atender aos interesses de quem? Quem está incomodado com
> este levante profissional dos arquivistas que passaram a conhecer e a se
> defender com apoio na Lei 6546/78?
>
> A cada vaga conquistada, a cada oportunidade corrigida, quem perde? Quem
> quer alterar a Lei? São os arquivistas? Ou é quem quer ser arquivista sem
> atender ao que diz a Lei?
>
> Vamos ver se esta mensagem faz sentido...
>
> Não deveríamos ter criado o SINARQUIVO? Deveríamos esperar uma
> Associação de
> "Profissionais de Arquivo" realizar um censo sobre "Profissionais de
> Arquivo" para decidir ou não por um sindicato de Arquivistas?
>
> Me desculpem, mas sabemos muito bem quem é o Arquivista, basta ler a Lei
> 6546/78 e Decreto 82.590/78.
>
> Agora é muito importante sim conhecer o perfil, ou melhor, os diversos
> perfis dos arquivistas, considerando sua posição na sociedade,
> regionalidade, capacitação etc...
>
> Como ponto de partida sugiro a pesquisa de Katia Isabelli:
> http://www.. enara.org. br/modules. php?name= News&file=article&sid=529
>
> Como ponto seguinte, que tal uma entidade formada realmente por arquivistas,
> como o SINARQUIVO, pode sim estruturar, com base na idéia original do
> arquivista Yuri, uma metodologia para um Censo e que esta iniciativa possa
> ser executada de tempos em tempos?
>
> Abraços a todos,
>
> Daniel Beltran
>
>> Data: Terça-feira, 4 de Novembro de 2008, 9:53
>> AAB - Associação dos Arquivistas Brasileiros
>>
>> Censo
>>
>> Prezados associados
>> Tendo em vista as últimas notícias veiculadas sobre a convocação dos
>> Arquivistas para a criação de um Sindicato Nacional, os membros da
>> Diretoria
>> e do Conselho Deliberativo e de Ética da Associação dos Arquivistas
>> Brasileiros – AAB, reunidos em sua sede no dia 06 de outubro de 2008,
>> ponderaram que a criação de uma organização sindical, que segundo a CLT,
>> deve "representar, perante as autoridades administrativas e judiciárias, os
>> interesses gerais da respectiva categoria ou profissão liberal ou os
>> interesses individuais dos associados relativos à atividade ou profissão
>> exercida", pode ser interessante para a comunidade.
>> No entanto, entendemos que o assunto deveria ser encaminhado de outra forma
>> e que envolva o mais amplamente possível toda a comunidade arquivística. E
>> esse é um ponto essencial para o cenário que se apresenta.. Precisamos
>> conhecer o profissional dos arquivos, nesse sentido o Fórum das
>> Associações
>> Profissionais de Arquivo está desenvolvendo o Projeto de Censo dos
>> Profissionais de Arquivo.
>> De acordo com nosso ponto de vista devemos nos conhecer: Quem somos? Qual
>> nossa formação acadêmica? Há quanto tempo estamos no mercado? Qual nossa
>> remuneração média? Essas dentre outras perguntas são
>> fundamentais para que
>> possamos definir qual o melhor projeto que devemos perseguir.
>> Após a análise do resultado do censo poderemos oferecer à comunidade mais
>> subsídios para a discussão que agora se coloca, ou mesmo retomarmos a
>> discussão da criação de um Conselho.
>> A AAB convida então todos os profissionais de arquivo que participem do
>> Censo. E assim, estaremos juntos escrevendo um novo caminho para os
>> profissionais de arquivo. Um caminho que não seja de exclusão, um caminho
>> que represente os interesses dessa comunidade que trabalha nos arquivos! O
>> censo é a oportunidade para que todos nós possamos nos deixar conhecer!
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