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Date Posted: 08:00:42 02/07/03 Fri
Author: Marcos Manso
Subject: Re: SEMINÁRIO CALL-03/08 de FEV. - Developing global connections
In reply to: Elias Cesar 's message, "SEMINÁRIO CALL-03/08 de FEV. - Developing global connections" on 19:28:01 02/01/03 Sat

Oi pessoal,
Bem, parece que entrei no lugar errado.
Estava na página de link marron (VoyForum AUTOCALL)e estava achando estranho ninguém participar do forum do Elias.
Mas aí vão as minhas contribuições. Vou ter ler todas as mensagens para depois interagir com o pessoal.

Eis aí a minha primeira contribuição:

Olá Elias, Vera e colegas,

Problemas transculturais são muito comuns em qualquer tipo de intercâmbio, estudo ou trabalho em conjunto. Existem várias razões a meu ver para que esses problemas ocorram. O primeiro deles está baseado e falta de informação ou falsa informação.

É muito comum nós vermos pessoas emitindo fortes opiniões a respeito de um povo ou cultura após simples relato unilateral de uma experiência negativa, por ex., em um ambiente de uma outra cultura. Deduz-se que um povo age dessa ou aquela forma baseado em uma informação de uma ou duas fontes apenas. Deixe-me lhe dar um exemplo:

Das centenas de alunos que já tive, a maioria considerava que o “breakfast” norte-americano “é realmente (ou bem) reforçado”. Em 6 anos em que morei nos EUA (e, por favor, não tome esse depoimento como única fonte de análise), morando também entre nativos, além trazer o assunto à tona com outros nativos, notei que esse “breakfast reforçado” nada mais parecia do que um mito brasileiro ou de outra nacionalidade, pelo menos em cidades grandes como New York, Boston, dentre outras. O que há realmente, a meu ver, é uma tentativa de preservar uma certa tradição nesse sentido – uma café matinal mais reforçado - por parte de alguns típicos restaurantes que servem este tipo de refeição. Assim, era muito comum às vezes sairmos para tomar um ‘típico e completo breakfast americano’ em um desses restaurantes ou lanchonetes que ofereciam um variado cardápio de opções, e muito deles com muitas promoções (breakfast completo por apenas três, quatro, cinco, até dez dólares por pessoa). Assim é que, nos EUA assim como no Brasil, o café da manhã varia muito de pessoa para pessoa, do tipo de atividade que ela exerce, de sua condição financeira, de sua consciência (ou não) em relação ao tipo de refeição ideal que se deva fazer, de seu próprio e adquirido costume familiar, da região em vive, de sua exposição a conhecimento específicos, e até mesmo de sua condição psico-social, sua ansiedade, tensão, pressão econômica, problemas de qualquer natureza, tudo isso e muito mais podem influenciar maléfica ou beneficamente na constituição do café da manhã de uma pessoa.

Então, como lidar com esses problemas transculturais? A meu ver e a princípio, com muita informação, conscientização e preparação. Daí a incorporação da comunicação mediada por computador ser importante nesses tipos de projetos: ela possibilita o acesso instantâneo de dados e informação, a troca instantânea ou simultânea de experiências e opiniões em número relativamente bem maior do que seria com a ausência dela. Além disso, nós professores ou facilitadores devemos como exemplo estar abertos às novas tecnologias, métodos, projetos e pesquisas de forma a incentivar esta ação de forma recíproca por partes de nossos colegas aprendizes.

Abraços,
Marcos Manso

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