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| Subject: Preconceito no Trabalho | |
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Author: Rosane Gonçalves |
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Date Posted: 19:23:03 06/27/03 Fri Senti-me muito bem ao ler as mensagens das pessoas neste site, assim decidi escrever. Fui diagnosticada com Fibromialgia depois de dois traumas: meu filho ficou doente e quebrei um dedo numa competição de Judô, que, hoje, infelizmente não pratico mais, pois as dores são intensas. Há muito tempo, antes desses fatos, havia sido diagnosticada como portadora de LER, pois depois dos 21 anos comecei a sentir dores constantes nos braços, mudei de trabalho por causa disso, pois digitava muito. Acabei me tornando professora, mas tinha muita dificuldade para escrever no quadro, pois as dores são insuportáveis. Assim, mudei de emprego pela terceira vez, todos públicos, mas não pude fugir do problema e do preconceito. Apesar de ser servidora pública, e possuir estabilidade, sofro bastante em função do trabalho, principalmente porque há bastante preconceito em relação ao meu problema. Acredito que seja muito difícil para as pessoas se depararem com alguém corado e forte, aparentemente bem, e acreditar que tenha uma doença. Já estive diversas vezes de licença-médica, e isso, talvez, faça com que as pessoas tenham mais preconceito ainda. Penso que todos me tomam como simuladora, e isso me entristece bastante. Acabei procurando outra atividade, pensando que o serviço público não era o ideal para mim. Não pedi demissão, pois não perderia o que já havia conseguido ao longo de 13 anos. Pedi uma licença sem vencimento. A experiência foi interessante, mas me mostrou que na iniciativa privada as coisas são muito piores. Pois lá, não temos o direito de ficar doentes. Temos que trabalhar de qualquer jeito. No meio desta crise decidi que deveria fazer outro curso superior que me desse mais liberdade de atuação. Depois de ter feito duas graduações e duas pós-graduações, estou cursando Direito, no ano que vem me formo. Talvez assim consiga ter uma condição de trabalho melhor. Acredito que o maior problema para o fibromialgico é o preconceito do qual é vítima, pois esta doença não causa nenhum tipo de deformidade aparente, dessa forma ela não pode ser “vista” pelas pessoas. Faço tratamento regular, com reumatologista, fisiatra (acupuntura), psiquiatra, psicólogo e fisioterapeuta. Não posso dizer que as dores desaparecerem, muito pelo contrário, elas estão aqui. Mas não desisto. Talvez, algum dia, elas me deixem. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
Re: Preconceito no Trabalho | Ana (FibroSite) | 00:58:09 07/05/03 Sat |
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