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Date Posted: 15:36:14 07/08/03 Tue
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?
In reply to: Nádia Biavati 's message, "Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?" on 15:28:33 07/07/03 Mon

Olá, pessoal!

Célia começou essa discussão baseada "nO mundo de Truman", e questionou a visão objetiva da realidade, face à questão da veracidade ou não da experiência ali apresentada. Ela inclusive vai mais além quando fala do inconformismo do personagem Truman ao descobrir que vivia um mundo artificial, e reage tentando sair da cidade primeiro por terra e depois por mar. Entendo seu questionamento, mas pergunto: mesmo sendo tudo isso um filme, ou seja, uma ficção, nós vamos chamar 30 anos da vida de Truman de irreais? Acho que objetivamente falando, Truman viveu verdadeiramente uma grande farsa.

Valkíria intervem a seguir e fala da visão experimentalista e questiona até que ponto essa experiência não poderia ser considerada verdadeira, já que vivida pelo personagem Truman, que interagiu com amigos, namoradas, sei lá o que mais. Aí complica pra mim...

Interação é acção entre duas ou mais pessoas, certo? Se somente ele não sabia de que tudo aquilo era uma farsa, houve alguma interação, ou o coitado agia sozinho e as pessoas "respondiam" a suas ações com outras, preparadas por um script? Isso não é interação! Talvez se você falar que ele interagia com seus objetos, seu quarto, seu espelho, quem sabe você me convence?

Nádia começa seu texto falando em "metáfora da realidade relativa" e em "propriedades interacionais que o personagem constrói com o mundo do filme". Tais expressões me levam a pensar que a colega está apostando, como a Valkíria, que este filme retrata uma verdade, sob a ótica da visão experimentalista da realidade.

Colegas, desculpe-me se não foi isso que vocês quiseram dizer. Mas o conteúdo fica mais profundo e intrincado a cada dia, na minha opinião, então, mal-entendidos podem e provavelmente vão acontecer... É só vocês me corrigirem, viu?!

O que acho é que este filme é absurdamente mentiroso. E talvez essa seja a única verdade que eu consiga depreender do relato de vocês, visto que não assisti a tal filme, graças a Deus! Se a intenção do filme é mostrar a vida de alguém sendo monitorada dentro de uma cidade cenográfica 24h por dia, sem que esta pessoa saiba, e quando ela faz 30 anos (!) lhe contam a "verdade", e ela busca sem exitar qualquer outra coisa, mas que seja real, HUMANA, então ele entra num veleiro e tromba no cenário e acaba o filme?

Me desculpem, como disse, eu sequer assisti a este filme. Mas contando assim, me parece um Big Brother de extremo mal gosto, dada a imensa crueldade de se querer mostrar como seria a vida de uma pessoa fora de um contexto real. Existindo numa ficção. A todos é dado o direito de ir e vir (metáfora do container lembrada pela Valkíria, acho), de participar um pouco da "experiência" e depois voltar a sua vida "normal", fora dali, longe dali de preferência. Somente a esta criatura (Truman) não é dado o direito de ser gente, de ter intimidade e de escolher como "viver". Trasformaram-no num animalzinho criado em cativeiro, objeto de análise, pesquisa. Isso é horrível e não trata de nenhuma verdade. É um depoimento completo do fantástico, do absurdo.

Não há que se falar em visão experimentalista. Tentando pensar no todo do filme, que tipo de interação está sendo julgada? Interação do personagem Truman com a mentira, com o script que os outros personagens cumpriam? Interação com a ficção? Impossível, porque ele não sabia que participava de uma ficção... Ele acreditava que interagia com um mundo real, com pessoas reais. Como ele fora enganado o tempo todo, então não podemos questionar como seria a interação dele com a realidade. Ninguém vive no mundo do "se"! Nem o Truman pôde tentar sequer isso...

Podemos, no entanto, analisar tal filme sob uma visão objetivista e/ou subjetivista, enquanto expectadores. O subjetivismo defende a bandeira de que "cada indivíduo constrói sua própria realidade, livre de quaisquer limitações" (p. 185, versão em inglês, trad. minha). Nessa perspectiva, fica desde já explicada e justificada minha indignação à tamanha falta de ética com o ser humano, quando da escolha de um roteiro assim para se filmar, principalmente se, sob a ótica objetivista, esse roteiro conta com um "personagem-cobaia", que tem sua vida "real" covardemente roubada e invadida.

Colegas,não vi tal filme e nem quero ver. Que coisa horrível!

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