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Date Posted: 20:18:09 07/16/03 Wed
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Eros Vs Tânatos (Freud!)
In reply to: Adriana Simões 's message, "Re: Amar não seria libertar-se?" on 19:19:42 07/16/03 Wed

Cara Adriana,

Desculpe, mas não consigo concordar com você! Não há como falar que, neste poema de Vinícius a morte é uma libertação. Ele demonstra verdadeiro pavor à morte (Tânatos)! Porque é ateu, não acredita em Deus, não vê nada após essa vida, então dela não quer se desvencilhar. E combate isso com a busca infinita de amor (Eros). Freud explica! Freud falou (1920) que esses dois instintos básicos determinam nossa maneira de conduzir as situações de nossa vida, no sentido em que estamos sempre tentando compensar o excesso de um ou outro instinto. Grosseiramente falando, estaríamos sempre tentando zerar nossa balança, equilibrando os conteúdo antagônicos. Tais conteúdos são: morte e amor! Então você briga com seu namorado e vai ao Shopping, morre de fazer compras e finaliza tudo com um sorvetinho light, que é pra satisfazer o oral também... Tem sentido.

Mas ele não pode se entregar completamente a Eros, porque isso seria escravizar-se, morrer para a busca incessante de amor, de preferência ero(s)tizado em várias mulheres, única saída encontrada para escapar da chance de ser aprisionado por Tânatos.

Para Vinícius, neste poema, ENTREGAR-SE AO AMOR É VIRAR ALVO FÁCIL DA MORTE. Daí a metáfora: Amar é morrer! E viver é ter muitos amores, intensos, lindos, infinitos enquanto durem, pois sendo "chama", não podem ser eternos...

Concorda?

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