| Subject: Comunistas Saúdam Resultado "Muito Encorajador" |
Author:
NUNO SÁ LOURENÇO
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Date Posted: 15:29:11 06/15/04 Tue
In reply to:
MARIA HENRIQUE ESPADA (DN)
's message, "A única força de esquerda que caiu" on 15:21:44 06/15/04 Tue
O PCP atravessou ontem a noite eleitoral sem grandes festejos e num aparente ambiente calmo, apesar de, nos discursos, os seus dirigentes terem considerado os dois mandatos atingidos como uma "vitória" e um resultado "muito encorajador".
Na rua Soeiro Pereira Gomes compareceram menos militantes, com menos bandeiras, celebrando de uma forma muito menos ruidosa do que noutras alturas. A frase que resumiu a forma como o PCP esperou pelos resultados foi mesmo uma tirada bem disposta da terceira candidata não eleita, Odete Santos. Quando um jornalista a questionou sobre a sua não eleição, a deputada comunista afirmou-se "absolutamente calma" e ofereceu-se para cantar a música "Que sera, sera", do filme "O homem que sabia demais".
A maior parte das reacções sobre os resultados eleitorais não deixaram, no entanto, de assinalar o facto de a CDU (PCP-PEV) ter conseguido um resultado superior ao que se estimava no início. "Apesar de a sua campanha eleitoral ter sido predominantemente acompanhada pela difusão de perspectivas muito pessimistas e confinadas à eleição de um único deputado, a CDU, alcançando cerca de 9,5 por cento, regista um resultado bastante positivo e muito encorajador", diria Carvalhas, pelas 22 horas. A cabeça de lista, Ilda Figueiredo, classificava já como "um bom resultado" as previsões avançadas às vinte horas.
Foi também assim que os comunistas se escudaram às perguntas sobre a não eleição do terceiro deputado. Essa meta tinha sido proposta tanto pela cabeça de lista como pelo secretário-geral durante a campanha. Sérgio Ribeiro, o segundo da lista e último eleito, afirmou até que "seria uma surpresa, como foi em 1999 não ter sido eleito [quando era o terceiro candidato]." Os dirigentes Agostinho Lopes e Jorge Cordeiro também não quiseram deixar passar em claro a discrepância entre as eleições e as sondagens que não davam mais de cinco por cento à CDU.
Cartão "mais vermelho não há!"
A segunda conclusão retirada pela CDU foi que o cartão mostrado ao Governo foi o vermelho: "Mais vermelho não há!", assegurou Carlos Carvalhas, exigindo ao Governo que saiba "retirar conclusões". "Dá mais força à exigência democrática de que, o mais cedo possível, o país seja poupado à continuação da acção destruidora deste governo até 2006", afirmou antes de defender que estas eleições não podiam "ficar sem relevantes consequências políticas, que os partidos que hoje desgovernam o país, apesar de coligados, tenham obtido o seu pior resultado eleitoral desde há 28 anos".
Carvalhas assinalou o facto de a esquerda ter atingido, "nestas eleições cerca de 60 por cento dos votos para cerca de 34 por cento dos partidos do Governo". Já antes, logo após a revelação das sondagens à boca das urnas , Vítor Dias assinalava a "enorme derrota" da direita.
O secretário-geral do PCP aproveitou ainda a conferência de imprensa final para comentar as declarações socialistas sobre a vitória. Carvalhas afirmou que os socialistas iriam por "mau caminho" caso insistissem em sublinhar que sozinhos haviam derrotado a coligação de direita.
Estas eleições europeias ficam também marcadas pela não comparência na mesa de voto do histórico líder, Álvaro Cunhal, que não foi votar por motivos de saúde
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