| Subject: Re: A espeteza saloia do Vitor Dias |
Author:
Che
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Date Posted: 17:40:11 06/19/04 Sat
In reply to:
Joaquim Costa
's message, "«As caixas fechadas» e as cabeças emparedadas" on 16:48:22 06/19/04 Sat
O Vitor Dias no seu estilo pretensamente erudito e usando e abusando de estafados argumentos, lá continua na sua ingloria tarefa de justificar o injusticável.
Em primeiro lugar não é honesto comparar resultados de europeias com legislativas ou autarquicas. O quadro habitual de enorme abstenção das europeias não o permite.
Depois, usando a sua habitual esperteza saloia, o Vitor Dias diz-nos aqui que os diversos partidos alternam boas votações em más votações em diversos tipos de eleições. Ora isto é realmente verdade para os outros partidos, mas não é de todo verdade para o PCP. As ultimas eleições, presidenciais, autarquicas, legislativas e europeias, tiveram para o PCP um único traço comum - o PCP desceu em todas elas e mais que isso foram os piores resultados de sempre em todas essas eleições e enormes derrotas para a estratégia, as escolhas e as politicas desta direcção do Vitor Dias e restante camarilha estalinista. Mas isto já se sabe não diz nada ao Vitor Dias, pois ele é mestre em enrolar e manipular com argumentos que não o são.
E as velhas desculpas esfarrapadas da comunicação social, da bipolarização dos renovadores servem sempre para justificar as sucessivas derrotas que esta direcção não tem a honestidade de assumir, procurando sempre desculpar-se com outros, quando as responsabilidades são no essencial desta direcção. Quando tudo isto não chega entra-se na fase do delirio, como acontece actualmente com estas eleições em que se diz que este foi "um bom resultado".
Enfim, e são os vitor dias, os carvalhas, os jeronimos, as odetes os bernardinos e os abrantes que mandam no PCP. Não admira pois o estado a que chegou o PCP.
>Copio para aqui este artigo que se aplica como uma
>luva a muitos comentários que já se esqueceram que em
>17 de Março de 2002 (ou seja três anos depois do
>PE/99) a CDU tinha passado de 9 para 7% em
>legislativas. E que se aplica a todos os que não
>querem perceber que as eleições podem ter finalidades
>diferentes mas acontecem no mesmo país, com os mesmos
>eleitores e com as mesmas forças concorrentes.
>
>As caixas fechadas
>Vítor Dias no Avante!
>
>Em grande parte das análises e comentários aos
>resultados eleitorais desenhou-se um vício de rigidez
>e esquematismo que não pode passar em claro já que,
>visivelmente, ele é muito conveniente para os que,
>incapazes de engolir as profecias catastróficas que,
>semana após semana, despejaram sobre a CDU, procuram
>agora desvalorizar ou negar o seu bom resultado.
>Trata-se do critério da exclusiva comparação dos
>resultados de domingo passado com os resultados
>registados em 1999 em idênticas eleições para o PE.
>Como é óbvio, não contestamos que esse elemento de
>comparação seja referido e tido em conta. Mas o que, a
>nosso ver, é um absurdo é torná-lo o único critério de
>avaliação, como se a vida eleitoral do país decorresse
>dentro de um sistema de caixas fechadas ou por séries
>cronológicas especificas (a das legislativas, a das
>europeias, a das autarquias) e como se os diversos
>tipos de eleições não se entrecruzassem no tempo, com
>tudo o que isso significa.
>O artificialismo e insuficiência deste critério único
>ficam particularmente patentes se, porventura, alguns
>dos resultados de domingo à noite tivessem sido algo
>diferentes.
>Assim, por exemplo: a coligação «Força Portugal» até
>fica bastante abaixo do mau resultado que, somados, o
>PSD e o CDS obtiveram em 1999 (39,2%) nas eleições
>para o PE. Mas se tivessem agora alcançado um
>resultado semelhante, será que teriam legitimidade
>para cantar vitória quando seria certo que teriam
>perdido 10 pontos percentuais por comparação com as
>legislativas de 2002? Certamente que não.
>E também se pode dar outro exemplo: o PS até regista
>uma subida (de 1,5 pontos) em relação ao seu bom
>resultado de 1999 (43%). Mas se, por acaso, tivesse
>tido no domingo passado 41% ou 42%, será que passaria
>pela cabeça de alguém sentenciar que teria tido um mau
>resultado ou que teria sofrido uma derrota, apesar de
>ter subido três ou quatro pontos por comparação com as
>legislativas de 2004 que, por escassa margem,
>permitiram a ascensão da direita ao Governo?
>Certamente que não.
>Aliás, o critério da comparação exclusiva com os
>resultados para o PE em 1999 não bate certo com a onda
>de comentários que justamente interpreta os resultados
>como um monumental castigo da coligação de direita e
>do seu Governo.
>Porque é óbvio que, quando se diz isso, não se está
>apenas a pensar que a direita perdeu 6 pontos por
>comparação com o PE/1999, está-se sobretudo a olhar de
>frente que perde quase 16 pontos por comparação com as
>últimas legislativas e que, sendo Governo e maioria
>parlamentar, valeu 1/3 dos votos no domingo passado e,
>coisa nunca vista desde o 25 de Abril, fica a
>26-pontos-26 de distância da soma dos votos dos
>partidos de oposição.
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