| Subject: Re: A Propósito de Reforma e Revoluçaõ |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 11:41:38 04/22/04 Thu
In reply to:
Guilherme Statter
's message, "A Propósito de Reforma e Revoluçaõ" on 18:38:30 04/21/04 Wed
No actual quadro politico, económico e social o termo Revolução tem que ter uma inserção muito explicitada , sob pena de ser um mero exercicio de retórica populista. Revolução é e será sempre uma ruptura ,não inevitavelmente violenta, que subverte principios e orientações sociais ,transforma e substitui elementos orgânicos confrontando-os com o passado que se quer irrepetível.
No plano leninista ,revolução tem um significado muito claro e preciso,de tal forma que as grandes transformações sociais decorrem da observância, da presença , de uma situação revolucionária cujo desenvolvimento se concretiza pela conjugação das condições objectivas e subjectivas numa sociedade concreta. Segundo Lénin , quando as classes dominantes se mostram incapazes de gerir e manter a sua situação de domínio económico e social numa determinada sociedade não conseguindo viver como até então e, por outro lado, as classes exploradas atingiam um estado de insuportabilidade social que criava condições subjectivas em direcção a uma crescente subversão e revolta ,então sim estavam preenchidas as condições para a Revolução.
que desembocavam>Mesmo com um R.I.P., ainda assim atrevo-me a vir aqui
>"dar mais uns palpites". É só para espairecer das
>minhas "investigações" sobre a África do Sul
>("maldita" Dissertação...) e pode acontecer que haja
>por aí alguém com vontade de dialogar...
>Como diria Alf Stadler (em "The Political Economy of
>South Africa" - New York 1987), "Reforma é um dos mais
>complexos e ambíguos termos no vocabulário da ciência
>política". Vem isto a propósito da estulta (não digo
>pateta, porque eles são tudo menos patetas), estulta
>ideia de fazer uns cartazes com aquela do "Abril é
>Evolução". Chiça, que já não estão com pudores.
>Qualquer dia ainda temos aí a apologia da "outra
>senhora".
>Mas vem isto a propósito de alguns militantes mais
>ortodoxos descartarem, depreciarem ou desprezarem tudo
>quanto seja "reforma" ("não ao reformismo", etc...) e
>insistirem, muito revolucionariamente, na dicotomia
>antagónica entre "reforma" e "revolução".
>E que é que a África do Sul tem a ver com isto? Com
>"Abril e Evoluçao"?...
>É que enquanto em Portugal em 1974 houve mesmo uma
>Revolução, na África do Sul em 1994 o que houve, de
>facto, foi uma Reforma (não "no Estado", mas sim "do
>Estado"...).
>E é engraçado assinalar que no caso da África do Sul o
>dito cujo Partido Comunista (o SACP) continua
>tranquila e pragmáticamente associado ao ANC
>(nacionalista e reformista - está-me a lembrar a
>"Revolução Nacional e Democrática" do Alvaro Cunhal),
>nas tarefas do governo, o qual continua tranquila e
>pragmaticamente com as suas reformas, algumas até nada
>revolucionárias. Bem antes pelo contrário. Mas isso já
>será para outra eventual conversa.
>Cordiais saudações.
>Guilherme Statter (e "ALuta Continua", como dizem na
>África do Sul!)
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