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Date Posted: 16:19:57 05/14/04 Fri
Author: grupo 03 - portugues lingua estrangeira
Subject: tarefa 07

Binon e Verlinde (2000) identificam o estudo do vocabulário nem sempre como prazeroso pelo aprendiz o que faz com que seja necessário o vocabulário ser situado dentro de uma perspectiva comunicativa. Segundo os autores, o conhecimento de uma palavra requer a contextualização da mesma no bojo do seu microssistema de relações paradigmáticas, tais como sinônimo e antônimo dentre outras, e não apenas a definição da mesma. Materiais utilizados para o estudo do vocabulário devem ter uma organização estrutural, integrada e imposta. Esta organização deve ser feita, na medida do possível, pelos próprios aprendizes, uma vez que, existe o léxico mental do aprendiz que pode ser organizado através de critérios diferentes como bom/ mau, bonito/ feio, meios de locomoção e outros. Os autores propõem a abordagem de ensino S. O. S., que significa o estudo seletivo, organizado e sistemático. O vocabulário pode ser organizado semanticamente, podendo-se identificar palavras que co-ocorrem, palavras que se rejeitam e palavras da mesma família. Para a organização e reagrupamento do vocabulário, as convenções de cada campo de atividade devem ser levadas em consideração. A seleção também é importante para o ensino do vocabulário, já que, nem tudo pode ser ensinado. Essa seleção depende do público, do contexto e dos objetivos.

Os autores não consideram procedente o aprendizado de palavras isoladas, assim como se limitar ao vocabulário de certos domínios, é importante que os aprendizes tenham consciência da formação de palavras (prefixos e sufixos), das palavras de ligação (conjunções e alguns verbos, nomes e adjetivos) dos conceitos nocionais (tempo, espaço e outros), dos sentimentos e ações e da variação lingüística.

A organização semântica e ancoragem cognitiva facilitam a integração e memorização do vocabulário, e o mesmo é adquirido através da estruturação progressiva e não através da acumulação de itens lexicais. O ensino estratégico ajuda o aprendiz a aprender a aprender o vocabulário, o que se dá através estratégias apropriadas, tais como, inferir sentido pelo contexto, a etimologia, completar diagramas, fazer exercícios de associação, preencher quadros de derivação, utilizar grades semânticas. Nesse tipo de ensino, o professor alia ao papel de especialista de conteúdos e de especialista no processo de aprendizagem, tentando responsabilizar o aprendiz pela própria aprendizagem e tentando fazê-lo autônomo.

Para tanto, os autores apresentam alguns procedimentos necessários por parte do professor para um eficiente ensino, ao que eles chamaram de ensino estratégico, em que o aprendiz é levado a aprender a aprender o vocabulário:
- desenvolver a tomada de consciência lexical;
- não sobrecarregar o aprendiz;
- apresentar as colocações após o início da aprendizagem;
- oferecer exercícios e atividades variadas,
- integrar o ensino e a aprendizagem de vocabulário e da leitura;
- aprender a manipular o dicionário, entre outros.

Menezes em O Ensino do Vocabulário faz uma retomada dos métodos de ensino através do tempo, iniciando pelo Método Clássico, em que o estudo do vocabulário tinha como foco a etimologia, um método seguro para explicar significados e ortografia. No Método Gramática e Tradução, o vocabulário era apresentado em listas de palavras, com as respectivas traduções, que o aluno deveria memorizar. No Método Direto as listas foram aposentadas em prol de um ensino situacional que priorizava o ensino do vocabulário em vez da gramática. A idéia de que o significado das palavras dependia da situação. No método Áudio-Lingual enfatizava-se a necessidade de se aprenderem as palavras em contexto e não de forma isolada. O principal objetivo do método áudio-lingual era a aquisição das estruturas lingüísticas.

Consensualmente, apesar dos dicionários registrarem cerca de 50.000 verbetes, o vocabulário necessário para a aprendizagem de inglês deve ficar em torno de 3000 palavras. No entanto, como adverte Laufer (1997:25), quanto maior o nível de compreensão esperada, maior deve ser o vocabulário.

Sardinha (2000), um dos pioneiros da lingüística de corpora no Brasil, defende que o vocabulário não é um fenômeno que deve ser visto de forma isolada da sintaxe. Ele descreve padrões léxico-gramaticais que são igualmente importantes para o ensino de vocabulário. São eles:
1.Colocação (associação entre itens lexicais)
2.Coligação (associação entre itens lexicais e gramaticais). Ex. ‘start’ é mais comum com sintagmas nominais e orações ing, enquanto ‘begin’ é mais comum com um complemento ‘to’.
3.Prosódia semântica: associação entre itens lexicais e conotação (negativa, positiva ou neutra) de campos semânticos. Ele dá como exemplo a palavra ‘cause’ que se associa a palalvras desfavoráveis (problems, damage, death) e ‘provide’ que se associa a palavras positivas ou neutras (assistance, care, job). (p. 48)

Após exame das várias classificações propostas para estratégias de aprendizagem (Ellis & Sinclair, 1989; Oxford,1990; O’Malley & Chamot,1990) e observações pessoais, Menezes conseguiu identificar as seguintes estratégias específicas para a aprendizagem de vocabulário: metacognitiva, cognitiva (contextualização, comparação, cópia, memorização, etc), sociais, comunicação (aproximação, paráfrase, estrangeirização).

Menezes conclui afirmando que a aquisição de vocabulário é, pois, fundamental para os aprendizes de línguas estrangeiras. Esse estudo não deve ser entendido apenas como retenção de itens lexicais isolados, mas também como colocações, expressões formulaicas, mecanismos de formação de palavras, e questões de uso.


Como o ensino de vocabulário é tratado no livro Avenida Brasil?
Binon e Verlinde (2000) identificam o estudo do vocabulário nem sempre como prazeroso pelo aprendiz o que faz com que seja necessário o vocabulário ser situado dentro de uma perspectiva comunicativa. Segundo os autores o conhecimento de uma palavra requer a contextualização da mesma no bojo do seu microssistema de relações paradigmáticas, tais como sinônimo e antônimo dentre outras, e não apenas a definição da mesma. Materiais utilizados para o estudo do vocabulário devem ter uma organização estrutural, integrada e imposta. Esta organização deve ser feita, na medida do possível, pelos próprios aprendizes, uma vez que, existe o léxico mental do aprendiz que pode ser organizado através de critérios diferentes como bom/ mau, bonito/ feio, meios de locomoção e outros. Os autores propõem a abordagem de ensino S. O. S., que significa o estudo seletivo, organizado e sistemático. O vocabulário pode ser organizado semanticamente, podendo-se identificar palavras que co-ocorrem, palavras que se rejeitam e palavras da mesma família. Para a organização e reagrupamento do vocabulário, as convenções de cada campo de atividade devem ser levadas em consideração. A seleção também é importante para o ensino do vocabulário, já que, nem tudo pode ser ensinado. Essa seleção depende do público, do contexto e dos objetivos.

Os autores não consideram procedente o aprendizado de palavras isoladas, assim como se limitar ao vocabulário de certos domínios, é importante que os aprendizes tenham consciência da formação de palavras (prefixos e sufixos), das palavras de ligação (conjunções e alguns verbos, nomes e adjetivos) dos conceitos nocionais (tempo, espaço e outros), dos sentimentos e ações e da variação lingüística.

A organização semântica e ancoragem cognitiva facilitam a integração e memorização do vocabulário, e o mesmo é adquirido através da estruturação progressiva e não através da acumulação de itens lexicais. O ensino estratégico ajuda o aprendiz a aprender a aprender o vocabulário, o que se dá através estratégias apropriadas, tais como, inferir sentido pelo contexto, a etimologia, completar diagramas, fazer exercícios de associação, preencher quadros de derivação, utilizar grades semânticas. Nesse tipo de ensino, o professor alia ao papel de especialista de conteúdos e de especialista no processo de aprendizagem, tentando responsabilizar o aprendiz pela própria aprendizagem e tentando fazê-lo autônomo.

Dentre essa estratégias encontram-se:
A consciência lexical deve ser desenvolvida no aprendiz, ou seja, propiciar ao mesmo um mínimo de metalinguagem, fazendo com que ele compreenda termos como sinônimos, arcaísmos dentre outros.

O aprendiz não deve ser sobrecarregado, o conhecimento produtivo de cada lição exigido não deve ultrapassar 10 ou 12 palavras.
Certas colocações e expressões muito correntes devem ser introduzidas no ensino desde o início.
Os exercícios abertos e fechados devem ser alternados, junto à oferta de exercícios comunicativos.
O ensino e a aprendizagem do vocabulário não deve ser dissociado da sintaxe nem da leitura.
Os implícitos culturais devem ser esclarecidos ao aprendiz estrangeiro (lexicultura).
Materiais didáticos adequados devem ser colocados ao alcance de professores e aprendizes.
A manipulação de dicionários é essencial para trazer um acerta autonomia ao aprendiz.

No livro didático Avenida Brasil, percebemos a ocorrência da organização e seleção do vocabulário. Em cada capítulo do livro notamos a presença de diferentes campos nocionais, como por exemplo, um aborda o vocabulário referente a profissões, outro referente à saúde e esportes, outro a roupas e assim por diante.
No livro percebemos a aplicação de algumas estratégias citadas acima, tais como:
Certas colocações e expressões muito correntes no português brasileiro são introduzidas no ensino desde o início, como por exemplo: Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Qual é o seu nome? Meu nome é... dentre outras.
A aplicação de exercícios abertos e fechados.
Associação entre o ensino do vocabulário, sintaxe e leitura.
Exercícios presentes no decorrer do livro são aplicados solicitando a escrita no livro, a escrita no caderno, exercício de leitura e exercício de audição, além dos trabalhos com dicionário.

Como o vocabulário é tratado no livro Nível Limiar?
Este trabalho visa mostrar um pouco dos procedimentos adotados pelos autores, com a finalidade de analisar como o ensino de vocabulário é trabalhado no livro,mostrando um pouco da metodológia empregada, princípios e técnicas adotadas por seus autores.
A aquisição de vocabulário dentro da pespectiva de Binon e
Verlinde, Dutra e Mello, deve ser feita de forma a não trazer para o aluno uma carga de descontentamento muito grande em relação aos aspectos estruturais desse aprendizado. Materiais utilizados devem
ser diversificados para tornar as aulas mais dinâmicas, a ótica central deve ser: respeitar o contexto sóciocognitivo do aluno. Sabendo-se que as pessoas se desenvolvem de maneiras diferentes, tendo em mente que umas apresentam uma maior facilidade em assimilação do material proposto do que outras. A ênfase do ensino deverá ser a de respeitar o léxico individual de cada um, entendendo que o mesmo tem o seu próprio ritmo de aprendizado,e essa aquisição deve ser determinada por ele.
Toda a metodológia de ensino para aquisição de vocabulário
deverá ser estabelecida a partir de uma elaboração e adequação de um
método que venha a atender o aluno dentro das suas necessidades,e depois dentro da aplicabilidade desse método.
Algumas estratégias propostas pelos autores e que pudemos
perceber no livro "Nível Limiar".
- O uso constante de dicionários é de fundamental importância,onde se faz o uso de textos escritos e repetições orais,trabalhando as palavras dentro de um contexto em que se abrange o aspecto da aquisição através do estudo prático do seu significado dentro de uma
realidade específica.São exercícios que ajudam a consolidar o aprendizado e a memorização.
-Há que se usar um matérial didático que permita ao professor e ao aluno uma completa interação, que possa garantir a ambos um pleno desenvolvimento de suas potencialidades.
-Exercicios constantes em que se enfatize a questão da pronúncia e a parte estrutural da gramática, associando-as às atividades de ensino são importantes.
A prática da base estrutural,deverá ser feita levando o
aprendiz a conhecer a parte mecânica da língua, sua parte fonológica, assim como os vários genêros de uma palavra,associando o seu caráter explícito com o seu aspecto ímplicito,levando-o a perceber e a compreender a característica semântica das mesmas.Essa abordagem
deve ir ao encontro dessa necessidade natural do aprendiz.
No livro há um programa geral de ensino de português como segunda língua para estrangeiros ,que procura levar o aluno a ter uma base gramatical organizada progressivamente, na qual procura também atender às necessidades que são encontradas em cada situação de ensino, permitindo aos alunos um amplo desenvolvimento de sua competência comunicativa aliada a sua competência cultural, levando-
os a adquirir vocabulário de uma forma ao mesmo tempo estruturada lexicalmente, quanto contextualizada na sistemática usada.
Ao longo do livro,os exercícios propostos são feitos observando os seguintes aspectos:trabalhos com a gramática, tanto escritos quanto repetição de termos e expressões,associando-as com a intuição do
aluno.A expressão oral é feita com recursos de audio visual,
permitindo que o aluno possa introjetar o exercício proposto.O uso do dicionário é visto como de suma importância,a sua utilização leva os aluno a compreender e a produzir linguagem,permitindo um melhor aproveitamento e a aquisição de vocabulário.


Bibliografia:

BINON, J e VERLINDE, S. Como otimizar o ensino e a aprendizagem de uma língua estrangeira ou segunda? IN: LEFFA, V. (Org.) As palavras e sua companhia. Pelotas: EDUCAT, 2000. p.119-165



LIMA, Emma Eberlein O. F. ROHRMANN, Lutz (et alli). Avenida Brasil 1. Editora E.P.U, 1995

MALACA,João. PASCOAL José. Nível Limiar" Para o ensino/ aprendizagem
do Português como língua segunda/língua estrangeira.

PAIVA, V.L.M.O. Ensino de vocabulário. In: DUTRA, D.P & MELLO, H. A gramática e o vocabulário no ensino de inglês: novas perspectivas.elo Horizonte: Faculdade de Letras/UFMG, 2004. (Estudos Lingüísticos; 7)

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Replies:

[> Re: tarefa 07 -- Vera, 16:26:16 05/15/04 Sat [1]

O grupo está de parabéns. Vocês não apenas levantaram pontos relevantes na teoria como fizeram ótimas análises com amparo teórico.

Vera


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