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Date Posted: 09:51:15 05/07/04 Fri
Author: Carlos Júnior Borges e Daniel Mazzaro
Subject: Tarefa 6 - grupo 2 Espanhol

COMO FICA A GRAMÁTICA NO ENSINO COMUNICATIVO DE LÍNGUAS?

Como propõe Vera, um modelo de aquisição de línguas deve ser pensado como um conjunto de conexões de um sistema dinâmico que se move em direção ao "limite do caos", ou seja, uma zona de criatividade com potencial máximo para aprendizagem, e isso é logrado por meio de uma conexão entre essas diversas correntes, pois cada ser humano pode ter uma forma melhor de adquirir a língua-alvo.

Assim sendo, o ensino comunicativo de línguas não pode considerar o aprendizado de gramática com fim em si mesmo pois cada aluno tem uma forma de aprender diferente.

Encina Alonso em seu livro ?Cómo ser professor/a y querer seguir siéndolo? aponta:

1) O professor ou o livro de texto dá uma regra gramatical e depois se aplica com uma série de atividades ou exercícios.
2) Os alunos vêem uma estrutura gramatical em contexto, o professor os induz a captar o conceito através de exemplos e logo ele ou o livro dão a explicação gramatical.
3) O mesmo caso que o anterior mas, ao chegar o momento de explicar a regra gramatical, tenta-se que os alunos a deduzam entre todos. O professor vai lhes guiando e eles, em grupo ou em pares, com os exemplos em contexto, tentam chegar a uma conclusão.
4) De novo um caso parecido aos dos anteriores, mas dessa vez se trabalha a gramática de uma forma implícita e não há nenhum tipo de explicação ou estudo dela. Nem sequer, como no caso 2, se ressaltará uma forma determinada, nem se levará a atenção do aluno a uma estrutura especial. Se considera que a diferença já ficou clara através do contexto e dos exemplos. Não é conveniente ou necesário uma análise posterior.

Trabalhando ora com uma, ora com outra forma, o estudo gramatical não fica monótono e a vontade do aluno é suprida. É bom lembrar que não é a regra o que o aluno deve priorizar, e sim o seu uso.

Outra pergunta comum é quando dedicar tempo à gramática. Par isso, Encina dá quatro possibilidades:

1) Dedicar à gramática aulas especiais. Explicaremos aos alunos que o objetivo das aulas consistem em trabalhar uma estrutura gramatical. Isto não é um sinônimo de tédio. Ensinar gramática não significa necessariamente dar "palestras" sobre algum ponto gramatical. Pode-se fazer de muitas formas. Diremos, no entanto, que estamos ensinando gramática porque é nosso objetivo. Esse dia não estamos trabalhando uma função nem vocabulário nem pronúncia nem nenhum a das destrezas, estamos dedicando nosso tempo para ver uma estrutura gramatical.
2) Incluiremos a gramática em pequenos espaços dentro de nossas aulas, de uma forma regular. Se temos um curso que tem aula uma vez por semana, podemos reservar sistematicamente uma parte da sessão. Se o grupo tem aula tres vezes por semana, pode-se dedicar um dos dias para o estudo da gramática.
3) Trabalharemos a gramática de uma forma não planejada. Só a acudiremos quando houver uma necessidade por parte do aluno. Dito assim está muito bom, mas queremos adicionar que isto é perigoso se o professor não tem muita confiança em si mesmo, seja devido à falta de experiência, seja a um desconhecimento teórico. As perguntas dos alunos podem nos deixar nervosos e acabamos respondendo de uma forma não refletida e confusa.
4) Não ensinar nunca a gramática de forma explícita. No entanto, na maioria das aulas se pratica gramática, inclusive ainda que não a donominemos como tal. Evitar a gramática seria não mencionar nunca termos como masculino o feminino, plural, passado... Cada vez que corrigimos "Soy cansado", "cuando voy a el banco", "¿Dónde hay el banco?"... façamos da forma que façamos, estamos ensinando gramática.


O erro maior dos livros didáticos é não levar em conta que uma língua em seu uso não é a mesma língua que foi capturada e retratada nos livros e gramáticas, esquecem-se do dinamismo de mudanças que ocorrem em qualquer língua, e que essas mudanças ocorrem justamente no uso diário que os falante realizam quando comunicando-se.

Para que um livro didático de língua estrangeira, que tenha como concepção o ensino comunicativo de línguas, tenha êxito em seu propósito deve também levar em conta o meio onde os aprendizes estão inseridos e qual o objetivo do ensino, onde e como levar o aprendiz a ser eficiente na comunicação através da língua que estuda, e com isso, aproveitar o universo cultural que cada um traz em sua bagagem e adaptar o ensino às condições de aprendizado dos alunos, ou seja, levar em conta a capacidade que cada um possui de apreender e compreender conhecimentos e aplicá-los na prática.



Abraços a todos,

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