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Date Posted: 15:59:22 10/11/04 Mon
Author: NAIR PRATA
Subject: RESUMO DA 8 SEMANA

LEVINSON, S. Pragmatics. Cambridge: Cambridge University Press, 1983. Capítulo 6. Conversational structure. p. 284-371
2ª parte: p. 332-371
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No capítulo intitulado “Estrutura conversacional”, Levinson (1983) se dedica ao tratamento da organização da conversação. Nesta segunda parte do texto, o autor começa abordando a organização da preferência na organização dos turnos da fala numa interação conversacional. Segundo Levinson (1983), os turnos podem ser caracterizados como preferidos e não-preferidos e a diferenciação entre ambos se dá pela marcação.
1. Turnos preferidos: são aqueles que se realizam de forma não-marcada numa conversação e tendem a ter menos material morfológico que os marcados;
2. Turnos não-preferidos: são aqueles que acontecem de forma marcada e geralmente tendem a ser evitados numa conversação.
Levinson (1983) elenca quatro características do segundo turno não-preferido:
a) Atraso
1. por pausas feitas antes da elocução;
2. pelo uso de um prefácio;
3. pela transposição de turnos pelo uso de reparadores ou seqüências de inserção.

b) Prefácio
1. uso de marcadores ou anunciadores de não-preferidos como Uh e Well;
2. produção de falas de concordância antes de discordância,
3. o uso de elogios, se isto for relevante;
4. o uso de desculpas, se isto for relevante;
5. o uso de qualificadores;
6. hesitação.

c) Razão: explicações formuladas cuidadosamente mostrando o porquê do uso das formas não- preferidas.

d) Componente de recusa: uma forma ligada à natureza da primeira parte do par, mas caracterizada indiretamente.

Levinson (1983) explica que o falante pode realizar uma reparação no início do turno seguinte, quando houver um atraso em realizar um turno preferido. Assim, esta organização da preferência vai acontecendo nos vários turnos seguintes. O autor faz, inclusive, uma espécie de equação para a segunda parte não-preferida ocorrendo no quarto turno: A: ((AVALIAÇÃO)), B: ((NTRI)), A: ((REAVALIAÇÃO)), B: ((SEGUNDA NÃO-PREFERIDA)). Levinson (1983) descreve também esta seqüência de três turnos onde acontece a reparação, formulando-a em T1, T2 e T3.
O autor fala também no termo pré-seqüências e explica que ele é usado, com uma sistemática ambígua, para se referir a um certo tipo de turno e a um certo tipo de seqüência que contém aquele tipo de turno. O texto explica que um tipo especial de pré-seqüência é o pré-anúncio, que é formado por dois pares adjacentes sobrepostos, como possivelmente as pré-seqüências em geral. Os pré-anúncios são usados principalmente em duas situações:
1. Para evitar que seja falado ao interlocutor o que ele já sabe;
2. Quando o falante vai dar uma má notícia, é uma forma do interlocutor saber de antemão o que será dito.
Para o pré-pedido, Levinson (1983) traça uma estrutura em quatro posições. O autor usa um exemplo de interação entre os falantes A e B para esta estruturação:
Posição 1: ((PRÉ-PEDIDO))
Posição 2: ((INCENTIVO À CONTINUAÇÃO))
Posição 3: ((PEDIDO))
Posição 4: ((RESPOSTA))
Levinson (1983) encerra o capítulo explicando que a Análise da Conversação deu importantes contribuições à compreensão do enunciado, com estudos para o entendimento do sistema de tomada de turno e de reparo, a organização dos pares adjacentes e os tópicos, as seqüências de vários tipos, mas diz não ser possível concluir se este tipo de organização é universal ou apenas restrito ao inglês. O autor destaca, porém, que possivelmente a Análise da Conversação tem muito a contribuir para o estudo da lingüística formal: prosódia, fonologia, sintaxe e a descrição do léxico.

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