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Date Posted: 20:22:14 10/18/04 Mon
Author: Regina Maria Gonçalves Mendes
Subject: RESUMO DA NONA SEMANA

Organização Conversacional

Introdução
Definições preliminares
A presente definição é provisória por ter sido obtida através de investigação empírica.

Conversação
Segundo Goffman a conversação pode ter as seguintes definições:
• Conversa casual do dia-a-dia
• Conversa de interação

O texto é a introdução do livro CONVERSATIONAL ORGANIZATION: INTEERACTION BETWEEN SPEAKERS AND HEARERS que vai tratar da segunda definição.
A interação: ocorre quando pessoas se reúnem e cooperam entre si com a atenção voltada para um foco.
Através da conversação são definidos os termos de fala podendo incluir o comportamento do outro que fala, o lingüístico e o não lingüístico. A fala é vista como uma ocupação central na organização da conversação.

Turno de fala

O turno acontece em cada momento em que a fala está com um falante, terminando quando muda para outro falante, mas não é tão simples assim. Por exemplo, a fala simultânea, o silêncio entre a fala de partes diferentes. Isso deixa um questionamento sobre a fronteira do turno e também do processo de troca.

temas como a tomada de turno, o silêncio, as unidades de fala, os tipos de participantes, discutindo suas definições e conceitos. O autor explica em seu texto que suas analises foram feitas através de vídeos gravados de interações reais e espontâneas, e ressalta a dificuldade de abordar todos os fenômenos de forma completa e abrangente.

Tipos de Participantes
Falante:
Os falantes são denominados PARTICIPANTES e NÃO PARTICIPANTES. O falante participante é aquele que participa do processo e o na participante é aquele casual que entra no grupo de uma forma secundária, por exemplo, na rua.
As pausas acontecem dentro do turno, pois o falante é definido em termos de turno, em tais circunstâncias, como na fala simultânea se uma parte é o falante.
Duncan define como “auditor” um participante que não reivindica seu turno de fala em dado momento. Essa distinção parece inadequada.
Há três níveis de conversação:
1) atividades de posições vindas de falante e ouvinte
2) distinção das posições preparadas pela atividade, são as ações de indivíduos participantes mostrando incumbência ou não incumbência nestas posições
3) organização vindas de eventos de ações mais individuais.
Uma endereça uma expressão para uma outra, quem atende é um falante diferente que descreve uma ação de A) para incluir a projeção de B) como destinatário. Isso não afeta a relação ouvinte de A.
Uma mostra da relação de ouvinte da parte de B inclui a projeção da parte que ele atende como falante.
Ouvinte:
1) Posição que ele atende como falante (sem atuar como ouvinte)
2) Posição que ele atende como destinatário de um ato de fala por um falante
3) Posição em que ele descreve ações de mais de um indivíduo.
Ex. A mudança de turno requer a ação de no mínimo duas partes, uma que muda o comportamento de um falante na relação de ouvinte e outro que se move de ouvinte para falante.
Dentro da mudança de turno são definidos os níveis de organização. A identidade assumida por uma parte é ratificada não pelas próprias ações, mas pela ação do outro que assume uma identidade complementaria através dele.

Unidades de fala

VOCABULÁRIO: é desenvolvido dentro dos paradigmas lingüísticos: gramática estruturalista e gramática generativista.
SENTENÇAS: expressões produzidas pelo falante na conversação se referem a entidades abstratas capazes de descrever as relações de distribuição dentro e entre as expressões.
EXPRESSÕES: produção vocal do falante, incluindo sons, elementos das sentenças, risos, suspiros, choro, “uh’s” e pausas. Também sinais não vocais incluídos por Grice.
A análise do discurso difere da análise da conversação conforme Lakoff:
AD → forma, coesão, lingüística (verbal)
AC → contexto (entonação, comportamento, sinais, gestos, paralingüística

Fenômeno para ser investigado
A análise é da interação entre falante e ouvinte no turno. A parte não falante atua como ouvinte pelo olhar. Mas há outras formas de demonstrar isso, pois esta forma não se aplica à conversção telefônica. O ouvinte faz isso endereçando expressões de interrupção. Se o falante não obtém essa falta de consideração, o falante deve produzir frases quebradas até obter uma resposta apropriada.
Quando o critério de escolha for ações alternativas capazes de respostas do olhar do ouvinte, o olhar do falante também é relevante. Essa mutua orientação no turno, organiza os participantes e comanda a produção de percurso de fenômenos na fala corrente.
No caso de uma conversação sem falante e ouvinte explícitos em uma orientação mutua, é possível investigar tipos de engajamento de construções.
Numa conversação desengajada, ainda é possível falar em uma organização diferente, com estrutura diferente.
Assim o autor vai explicando o que vai ser estudado nos capítulos e termina esse subtítulo indicando que a investigação de alguns aspectos do falante e ouvinte são relevantes na construção do turno de fala, tais como:
1) a interação mutua entre falante e ouvinte
2) participantes mostram possuir técnicas específicas para alcançar e manter status apropriados de mutua orientação e a estrutura e operação dessas técnicas são descritas.
3) uso dessas técnicas é mostrada pela organização dos falantes e os fenômenos específicos produzidos em suas falas.

Relevância desta pesquisa para outras linhas de estudo
A pesquisa da interação humana é relevante para o estudo nas ciências sociais: estudo da interação, metodologia e teoria lingüística, psicologia e sociologia.
Olhar
Analisa-se a forma de os participantes se posicionam na conversação e estuda a importância do olhar na construção do turno, pois ele indica os momentos de hesitação, de retorno tanto do falante quanto do ouvinte, a recuperação da fala, sendo que o ouvinte é o que mais olha para o falante.

DADOS/ TRANSCRIÇÃO:
O autor explica como coletar e registrar os dados para investigação, comenta o corpus que fez. Seu corpus utiliza dados de fala corrente real, seguindo a corrente naturalística e convenções correntes para a transcrição de falas e propõe convenções para a transcrição diretamente do olhar. A transcrição usa o sistema ortográfico e outros símbolos marcando o aspecto prosódico.

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