| Subject: Medina Carreira Diz Que Não Vota PSD nem PS |
Author:
Público
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Date Posted: 7/02/05 19:48:30
In reply to:
MEDINA CARREIRA - Publico
's message, "A Verdade Não Mora Aqui" on 1/02/05 16:00:56
O ex-ministro das Finanças Henrique Medina Carreira afirmou que não vai votar no PSD nem no PS a 20 de Fevereiro, por considerar improvável que das eleições saia uma solução política para a "gravíssima crise" do país.
"Eu vou votar, mas não vou votar no PSD nem no PS", afirmou Medina Carreira, que foi ministro das Finanças do governo liderado por Mário Soares entre Julho de 1976 e Dezembro de 1977, no programa "Directo ao Assunto", que foi ontem emitido pela rádio TSF.
O programa, da autoria do jornalista Carlos Pinto Coelho, teve por base um artigo de Medina Carreira publicado no PÚBLICO, em que o ex-ministro considerava "improvável que, em Fevereiro de 2005, se encontre uma solução política adequada para enfrentar a nossa gravíssima crise".
"O Estado é inoperante, insustentavelmente sobredimensionado, está em crescente desqualificação e perdeu poderes decisivos de intervenção económica (monetário, cambial, alfandegário e orçamental)", escrevia no artigo, acrescentando que "a economia fragilizou-se no último quarto de século, só reagindo, ocasionalmente, com o impulso de ocorrências externas, muito favoráveis".
"O peso da despesa pública levará, em poucos anos, ao colapso financeiro do Estado, com pesadas consequências para todos mas, em especial, para mais de 4,5 milhões de indivíduos dele directamente dependentes", aponta.
"Ninguém, revelou, na política activa actual, discernimento, aptidão e credibilidade para tranquilizar o País e vencer uma tal crise", sintetiza Medina Carreira no artigo.
A terminar o programa, questionado pelo jornalista Carlos Pinto Coelho sobre se iria votar, dado considerar ser "improvável" que as eleições legislativas resultem numa solução política susceptível de resolver a "gravíssima crise" portuguesa, Medina Carreira respondeu que vai participar no acto eleitoral, mas que exclui o voto nos dois maiores partidos.
O programa contou também com a participação do sociólogo António Barreto, que disse que provavelmente votará nulo, e do jornalista António Peres Metello, que garantiu ir votar porque não lhe passa pela cabeça abster-se depois de, durante anos, em Portugal ter querido votar e não poder
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