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Miguel Esteves Cardoso, Sábado, 11/02/05
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Date Posted: 11/02/05 21:52:19
Miguel Esteves Cardoso, Sábado, 11/02/05
Afinal nem tudo o que parece é – O Papão Comunista com quem apetece ir almoçar (2)
(...)
Conversar com Jerónimo de Sousa durante pouco mais de uma hora pôs fim ao que restava dos meus ridículos fantasmas acerca do PCP. Se foi preciso pouco, só mostra a fragilidade daqueles espectros. Jerónimo de Sousa é um homem feliz. É um comunista no pleno sentido da palavra – de defender a comunidade inteirinha, sabendo que são os mais fracos os que não só mais precisam de ajuda como são a garantia cultural e profunda de todo o povo português.
Seria fácil dizer que é um comunista moderno – que soube adaptar-se às condições actuais da sociedade portuguesa – mas, infelizmente, quem se está a modernizar não são os comunistas. Somos nós, os que não somos. Eles não mudaram e, paradoxalmente (para quem não esteja para pensar um bocadinho), foi o facto de não terem mudado que nos está a levar a mudar a nossa atitude para com eles.
O PCP é um dos poucos partidos importantes do nosso país. Quer dizer: há muitos importantes mas o PCP é claramente, pelas provas dadas, um dos poucos essenciais se, de um momento para o outro, tivéssemos o azar (frequente na nossa História recente e remota) de nos encontrarmos numa situação de emergência democrática ou, para recuarmos a tempos pré-democráticos recentes ou distantes, de emergência pública ou comunitária (...).
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