| Subject: Jerónimo de Sousa aconselha PS a inspirar-se no 25 de Abril |
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Lusa, 13/02/05
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Date Posted: 14/02/05 1:08:23
Jerónimo de Sousa aconselha PS a inspirar-se no 25 de Abril
Lusa, 13/02/05
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aconselhou hoje o PS a inspirar-se no 25 de Abril se quiser ser verdadeiramente moderno e rejeitou que o PCP seja um partido antiquado.
"Valha-nos o passado recente, valha-nos o 25 de Abril, que é onde o PS devia ir buscar inspiração, porque se houve acto moderno e avançado foi Abril, as suas conquistas e os seus direitos", afirmou Jerónimo de Sousa, entusiasmando os apoiantes que encheram o comício no Teatro Garcia Rezende, em Évora.
O líder do PCP centrou o seu discurso nos ataques ao PS, desta vez procurando demonstrar que a ideia de "modernidade" que este partido assume não tem um conteúdo realmente avançado, em termos de proposta.
Respondendo a uma crítica de um socialista, que não nomeou, de que o PCP é um partido antiquado e "uma voz do passado", Jerónimo de Sousa ironizou: "Quem fez essa afirmação deve ser algum modernaço, algum jeitoso, que julga com certeza ter descoberto a pólvora, algum moderno!", afirmou, provocando risos e os aplausos da plateia.
"Mas foi o PS que fez críticas ao PSD e ao CDS-PP por quererem enterrar a questão da regionalização. Os tais modernos que decidiram agora que essa questão só vai ser discutida em 2010 e se houver consenso", disse.
O líder comunista voltou a criticar a proposta socialista de aumentar a idade da reforma, considerando que o direito à reforma depois de uma vida de trabalho foi uma das "conquistas de Abril" avançadas. "Falando em modernidade, é uma coisa espantosa. Que partido é este, que se diz socialista, que se diz moderno, que se propõe a retroceder anos e anos com as suas propostas?", questionou.
Em Beja, onde também participou num comício na Casa da Cultura, o líder comunista criticou o PS por "não querer entendimentos à esquerda" com o PCP. "Dizia um dirigente do Partido Socialista que não podia haver acordos e entendimentos à esquerda com o PS porque o PCP, disse, é mau parceiro", afirmou, perguntando "se é má parceria defender os pequenos e médios agricultores, os interesses da agricultura portuguesa, combater pela justeza do aumento do salário mínimo?".
Com uma boa recepção nos dois distritos alentejanos, o líder do PCP voltou a congratular-se com "a confiança e a esperança" no reforço da votação da CDU nas eleições de 20 de Fevereiro, condição para "que os portugueses não voltem a sentir que não vale a pena".
"Não nos preocupa a derrota do PS, preocupa-nos a derrota do país", sublinhou, insistindo que os socialistas vão ganhar as eleições, mas que "é necessário não terem maioria absoluta".
Nuno Veiga/Lusa
O líder comunista criticou o PS por "não querer entendimentos à esquerda" com o PCP
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