| Subject: Re: Já o li e até participei então. |
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visitante
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Date Posted: 1/02/05 20:56:08
In reply to:
observador curioso
's message, "Já o li e até participei então." on 1/02/05 13:12:06
Afinal o curioso está é com 16 anos de atraso, pelo menos. Mas o PCP não tem culpa disso. Entretanto já se realizaram mais 5 congressos e a análise foi-se apurando e adequando aos tempos e realidades de hoje.
Só para melhor informação digo-lhe que o lema do 17º Congresso realizado em Novembro/04 foi “Com o PCP – democracia e socialismo
UM PORTUGAL COM FUTURO!”
E que a Resolução Política que lá foi aprovada estava dividida em 4 capítulos:
1 – A Situação Internacional
2 – A Situação Nacional
3 – Luta de massas e intervenção do Partido, condições para uma alternativa
4 – O partido
Do 3º capítulo, extraí a parte que tem a ver com a alternativa:
3.10. A luta por uma alternativa de esquerda
Tendo como perspectiva e referência o seu projecto e a sua proposta programática de uma democracia avançada e de uma sociedade socialista, a luta por uma alternativa política pela qual o PCP se bate é indissociável da luta por uma política alternativa que, inspirada nos valores e conquistas de Abril, rompa com a política de direita que cíclica e continuadamente tem vindo a ser desenvolvida tanto pelo PS como pelo PSD sozinhos ou acompanhados pelo CDS/PP.
Nos quatro anos que medeiam desde o XVI Congresso, o governo PS e posteriormente o governo PSD/CDS-PP confirmaram pela sua prática política, em particular nas questões estruturantes, a validade do conjunto de teses então formuladas e o erro que constituiria aprisionar o Partido a posições imediatistas e voluntaristas perante um PS claramente alinhado com políticas de direita.
Reafirmando a necessidade e a perspectiva de construção de uma política alternativa e de uma alternativa política de esquerda, processo necessariamente complexo e eventualmente prolongado, são condições determinantes para a sua concretização a ampliação da influência social, política e eleitoral do PCP e correspondente alteração da actual correlação de forças entre o PCP e o PS, no plano institucional favorável ao PCP, e o desenvolvimento e articulação da luta do movimento de massas e dos movimentos sociais a partir de objectivos concretos que convirjam simultaneamente para a reclamação e exigência de uma nova política, uma política de esquerda.
O empenhamento do PCP na procura da convergência, da unidade, da cooperação das forças democráticas, do alargamento de uma vasta frente social de oposição à política de direita com projecção e reflexos no plano político e institucional é inseparável do seu firme combate e denúncia da política de direita do PS e consequentemente de um forte apelo à intervenção dos trabalhadores e dos democratas, que não só responsabilize o PS pelas opções políticas de direita como exija a alteração da sua postura de bloqueio à construção de uma alternativa de esquerda.
O PCP, reafirmando a sua disponibilidade para o diálogo político e na perspectiva da construção e concretização de uma alternativa no quadro das instituições democráticas e do regime constitucional, não está nem estará disponível para se transformar em força de apoio ou ser cúmplice de um governo ou de políticas que, mesmo retocadas ou pontualmente alteradas, mantenham em questões estruturantes ou de fundo uma orientação e práticas de direita.
Assumindo o seu papel como força portadora de uma verdadeira alternativa com capacidade e aptidão para o exercício de responsabilidades governativas, mantendo uma linha de iniciativa e proposta tanto no plano das políticas como de soluções governativas que considere necessárias e que sejam do interesse dos trabalhadores, do povo e do país, o PCP manterá a sua autonomia e soberania de decisão face aos desenvolvimentos concretos que se registarem.
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