| Subject: Re: Portas versus Louça |
Author:
PG
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Date Posted: 22/01/05 1:00:43
In reply to:
visitante atento.
's message, "Portas versus Louça" on 21/01/05 13:33:37
NAMORO IRRESPONSÁVEL (II)
[84] -- «[F]rancamente, não vejo mal nenhum no namoro (...) [entre Soares e o BE]», in A Nódoa.
Eu vejo. Objectivamente, Mário Soares está a legitimar o BE como alternativa de voto. Dito de outro modo, o fundador do PS está a trabalhar contra uma maioria absoluta do seu próprio partido. Soares está a dizer qualquer coisa como: socialistas descontentes, votem no BE.
Sejamos claros. A posição de Soares é, obviamente, legítima. Mas não se pode negar que Soares nunca se sentiu confortável com um PS de centro-esquerda. Primeiro com Guterres e agora com Sócrates.
Nas palavras de Soares, o programa eleitoral do BE é «simples, bem escrito, inteligente e interessante». Por favor! Isto não quer dizer nada. Trata-se de um conjunto de elogios em abstracto que não demonstra uma leitura cuidada.
O programa do BE é demagógico e, sobretudo, sectorial. Na verdade, não é bem um programa. Trata-se antes de medidas avulso. O BE pega num conjunto de questões mediáticas e centra a sua atenção apenas nessas matérias. Sobre muitas questões importantes -- mas mediaticamente obscuras -- o BE nada tem a dizer. Esperem pelo programa do PS e depois comparem em termos de abrangência e substância.
Por outro lado, ser o primeiro a apresentar o programa é, mediaticamente falando, bem jogado. Fiz, aliás, referência aqui a esse facto. Mas as eleições legislativas não são nenhuma corrida de cavalos. Substantivamente falando, ser o primeiro a apresentar o programa eleitoral não quer dizer absolutamente nada. Acresce que é mais fácil apresentar rapidamente um programa eleitoral num pequeno partido do que num grande.
Soares, melhor do que ninguém, sabe isto.
# posted by PG : 02:01
Paulo Gorjão in bloguitica.blogspot.com
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