| Subject: PS governaria à direita com maioria absoluta |
Author:
LUSA
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Date Posted: 30/01/05 19:19:29
Eleições: líder do PCP diz que PS governaria à direita com maioria absoluta
Guimarães, 30 Jan (Lusa) - O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje em Guimarães que se o PS alcançasse a maioria absoluta nas legislativas de 20 de Fevereiro governaria com políticas de direita.
"Se o PS conseguisse uma maioria absoluta não a usaria para fazer uma política de esquerda, mas sim para repetir o que fez (António) Guterres, actuando à direita", afirmou Jerónimo de Sousa.
O dirigente comunista falava durante um comício na Praça do Toural em Guimarães, na presença de 1.500 pessoas, em que discursaram o cabeça de lista pelo círculo de Braga, Agostinho Lopes, e vários outros candidatos do PCP e de «Os Verdes».
"Eles pedem mãos livres para fazer a mesma política que tão maus resultados deu", afirmou, frisando que, apesar das críticas ao PS, "o adversário principal dos comunistas é a direita do PSD e do PP".
"A direita já está derrotada" À acrescentou - "só o voto na CDU pode levar o PS a inflectir a sua tendência para direita, para governar para as 100 famílias mais poderosas de Portugal, donas de 25 mil milhões de euros, enquanto pede sacrifícios a quem trabalha", disse.
Jerónimo de Sousa dirigiu-se quer aos eleitores do PCP quer aos votantes e militantes do PS, salientando que "ninguém cala o PCP", nomeadamente "quando os socialistas se propõem manter o actual Código de Trabalho, dizendo apenas no seu programa que nomearão uma comissão para avaliar o seu impacto".
"Como podem os socialistas concordar que o PS proponha mudar a idade de reforma de 65 para 70 anos, pondo em causa uma das principais conquistas do 25 de Abril?", perguntou, acusando, ainda, o PS de "não dizer nem uma palavra sobre as consequências da liberalização dos têxteis para o emprego no Vale do Ave".
O líder comunista referiu que existem estudos que apontam para a possibilidade de perda de 75 mil postos de trabalho na indústria do têxtil e do vestuário nos próximos anos, insistindo na necessidade de Portugal "accionar na União Europeia a cláusula de salvaguarda para o sector, conforme tem sido pedido pelos comunistas no Parlamento Europeu".
No final da intervenção, e em declarações aos jornalistas, Jerónimo Sousa criticou também o Bloco de Esquerda, alegando que este partido "deixou o PCP sozinho na Comissão de Trabalho da Assembleia da República quando se tratou de defender propostas de alteração que anunciara".
"Apresentámos 600 artigos contra o Código do Trabalho e o Bloco não nos acompanhou", frisou, acusando-o de "estar a mentir quando pega em bandeiras como a interrupção voluntária da gravidez, o sigilo bancário e a questão da toxicodependência que foram, antes de tudo, ideias do PCP".
LM.
Lusa/Fim
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