Author:
M.A.M. (Expresso)
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Date Posted: 23/01/05 13:42:42
Na família comunista, que tem dado sinais recentes de dispersão, a campanha eleitoral para as legislativas de 20 de Fevereiro não se joga apenas no tabuleiro da CDU.
Entre os descontentes com a linha política aprovada no último Congresso do PCP, que elegeu Jerónimo de Sousa secretário-geral, há agora três sensibilidades: em primeiro lugar, os renovadores que fazem campanha pelo BE (oito deles integrados nas listas bloquistas); há ainda renovadores que não concordam com esse apoio, e se ficam pelo apelo, empenhado, à derrota da Direita; e há também um conjunto de militantes comunistas, que se junta à volta do chamado «grupo de Henrique Sousa», que antes do Congresso organizou o famoso abaixo-assina-do de protesto contra o fechamento do PCP. Esse grupo, onde se contam Domingos Lopes, o próprio Henrique Sousa, José Tavares, Vítor Sarmento, Alexandre Castanheira e o ex-renovador Rogério Brito (presidente da câmara de Alcácer do Sal), está a preparar a constituição de uma associação cívica que, na área da Esquerda, permita uma intervenção na vida pública.
Este grupo esteve na origem do jantar que reuniu no pessoas, no passado dia 14, no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Falou-se «de pontos de convergência à esquerda», segundo explica Vítor Sarmento, mas não se optou por uma intervenção política concertada nesta campanha eleitoral.
Há quem esteja, porém, disposto a agir. «Alguns vão fazer campanha pelo PCP, mas muitos outros não, como é o meu caso», explicou Sarmento ao EXPRESSO.
Dividido está agora também o campo da Renovação Comunista.
No encontro nacional do passado dia 9, o movimento constituiu-se em associação política e assinou um acordo eleitoral com o BE. O acordo legitima a decisão individual de oito renovadores que aceitaram integrar as listas do BE.
João Semedo, Adelino Granja, Paulo Fidalgo e João Rodrigues são os mais conhecidos deste grupo, e já estão em campo a fazer campanha pêlos bloquistas.
Mas o acordo com o BE — que, em princípio, assegura a entrada de João Semedo no Parlamento — não foi pacífico nem agradou a todos. Edgar Correia acusou os bloquistas de terem feito «pesca à linha», deixando implícita a sua discordância com todo o processo. E há outros renovadores que também torcem o nariz à aproximação ao BE
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