Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 13/01/05 16:26:59
In reply to:
Fernando Penim Redondo
's message, "Os amigos são para as ocasiões" on 12/01/05 15:07:56
Caro Fernando
Pensei em não te responder, pois estamos em clara rota do colisão ideológica. No entanto, poderia parecer a alguns dos leitores do fórum, que nunca leram ou já se esqueceram das tuas afirmações sobre o Presidente logo a seguir à nomeação de Santana para primeiro-ministro (Julho), que eu era um oportunista e que tu é que tinhas mantido sempre uma grande coerência.
Já se sabe que a apreciação de uma situação política, não resulta de nós à partida mantermos sempre o mesmo discurso, ou melhor, empregarmos sempre a mesma “cassette”. A apreciação de uma situação tem a ver se dispomos dos instrumentos capazes de interpretar uma dada realidade em cada momento e se sabemos, em função dela, actuar de modo a que possamos transformá-la. Nesse sentido, ao termos criticado a decisão do Presidente em Julho, nada tem a ver com o nosso apoio à decisão de Novembro ou à crítica às suas opiniões sobre maiorias absolutas. Se o objectivo, em qualquer dos casos, foi sempre o mesmo: dar o poder absoluto ao PS, eu que não concordo com a atribuição desse poder absoluto a um só Partido, e muito menos ao PS de Sócratas, tenho que, em cada circunstância, fazer a análise concreta da situação concreta. Isto é a dialéctica, que neste momento anda muito esquecida por estas paragens e por todos aqueles que se reclamam, pelo menos, da metodologia marxista.
Mas seguindo o teu raciocínio perfeitamente silogista não se percebe como reclamaste em Julho que a decisão do Presidente era “correcta e corajosa” e agora consideras que “o mesmo erro” (o do Presidente) “tem” da minha “parte reacções diferentes”. Ou seja, ou a posição de Julho era já um erro e nesse sentido não se percebe como era correcta e corajosa, ou então ela foi correcta em Julho e agora é um erro. Se houve alguém que mete os pés pelas mãos a tentar salvar as opiniões que teve em Julho, parece-me que és tu.
No fundamental, e que era aquilo que estava em jogo no meu texto, estás de acordo ou não com a obtenção na secretaria de maiorias absolutas por um só partido? Era só isto que eu questionava.
Um abraço com a amizade de sempre e boa viagem
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