Author:
Jerónimo de Sousa
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Date Posted: 1/01/05 13:57:22
CO-INCINERAÇÃO - Jerónimo acusa Sócrates de incoerência
O secretário–geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou ontem o PS de incoerência por ter recuperado o projecto da co–incineração e reafirmou a sua oposição a este método de eliminação dos resíduos industriais perigosos.
Ao “ressuscitar estes projectos para duas áreas tão sensíveis como Souselas e a Arrábida (Setúbal)”, o PS revela “uma grande incoerência, até porque estavam a ser avaliadas e implementadas outras soluções”, afirmou o líder comunista em declarações aos jornalistas em Coimbra.
“Por que carga de água é que o engenheiro Sócrates (secretário- geral socialista) veio colocar isto na ordem do dia? É uma pergunta que tem de ser colocada ao PS e a José Sócrates. Tendo em conta os interesses da população lutaremos contra isso”, frisou.
Jerónimo de Sousa manifestou ainda estranheza pela retoma de “um projecto condenado e derrotado, não só pelos comunistas, pelos ambientalistas, por populações inteiras”.
O secretário–geral do PCP presidiu à apresentação de Mário Nogueira, coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro, como cabeça de lista da CDU por Coimbra às eleições legislativas de 20 de Fevereiro.
Num momento do seu discurso, interrompido por aplausos, Mário Nogueira reiterou a disponibilidade para continuar a luta contra a co- incineração e avisou os candidatos do PS de que lhes exigirá “respostas claras” em relação a esta matéria.
“Nestas eleições surgirão candidatos de oportunidade. É, por exemplo, a opção já conhecida do PS [Matilde Sousa Franco]. Como visitas que são, tratá–los–emos educadamente, mas obrigá–los–emos a esclarecer por que vieram, ao que vierem e o que trazem para nos dizer que os faça merecer o voto de Coimbra”, disse ainda.
Referindo–se a uma das figuras apontadas como cabeça de lista do PSD, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, Mário Nogueira observou que a estes candidatos será exigida clareza.
“Regressarão, se for esse o caso, à autarquia onde têm funções relevantes, assumindo–se como candidatos, mas não sendo consequentes? Assumirão em pleno a candidatura e as consequências, concluindo–se que os munícipes seus eleitores foram enganados? Ou, afinal, não é uma coisa nem a outra e apenas previnem o futuro, não vá correr–lhes mal o presente?”, questionou ainda.
Contribuir para “a derrota da direita, evitar a maioria absoluta do PS, eleger uma voz de Coimbra que represente bem este distrito no Parlamento são os três desafios que a CDU coloca a si mesma”, acrescentou.
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