| Subject: Re: Crítica do socialismo pequeno-burguęs: o caso BE |
Author:
João Aguiar
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Date Posted: 21/12/04 11:56:27
In reply to:
José Manuel Faria
's message, "Re: Crítica do socialismo pequeno-burguęs: o caso BE" on 21/12/04 10:05:07
Não vou entrar em discussões estéreis sobre reformismo VS revolução. Isso está mais do que dissecado e analisado na história do movimento comunista. Basta ver e ler o Lenine, a Rosa Luxemburg, o Trotsky ou o Pannekoek.
Agora o que acho é que tanto o Faria como o Blanch, não apresentaram nenhum argumento minimamente coerente de crítica ao que eu disse aqui. Para além do profundo oportunismo das posições que, consciente ou inconscientemente, defendem.
É inadmíssivel esse tipo de desistência ao sistema, que já vos fagocitou para o seu interior! Que variáveis entram nesta equação do demissionismo revolucionário perante o poder do parlamento ou do governo a um palmo do nariz? Idade? Cansaço? Fraca formação teórica e política de base? Perspectivas de mobilidade social ascendente? Outras? Não sei. Só vocês o poderão dizer.
O Blanch disse num comentário que eu achava que a revolução era para amanhã - não é verdade, eu próprio falei do trabalho contínuo, persistente e ao longo do tempo, em torno das questões concretas que assolam os trabalhadores. Aliás é por você perder a perspectiva de longo prazo, repito de longo prazo, que se enfia no buraco imediatista das possibilidades mínimas e nas perspectivas de um governozeco que promova uma venda da força de trabalho um pouco mais elevada.
Assim, perante essa incapacidade de pensar possíveis eixos de superação do capitalismo, se não se está perante oportunismo político e teórico não sei o que será.
É pena que assim seja? Não, porque o rolo compressor das estruturas sociais vai continuar a esmagar os corpos e cérebros humanos sem preocupações de caridade ou de justiça que pessoas como o Blanch ou o Faria possam ter. Porque o que importa não é o maior ou menor peso, ou a maior ou a menor velocidade com que o rolo do capitalismo esmaga as vidas humanas. Pelo contrário, parar o rolo é a tarefa a levar a cabo. Mesmo que um dia o rolo acabe por nos enterrar a todos, pelo menos fica a dignidade da resistência à avalanche da barbárie capitalista.
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