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Date Posted: 10:20:32 06/22/02 Sat
Author: Neinfo
Subject: Documentos contestam a história oficial

Acordo entre a Argentina e o Brasil previa ação militar rápida no Uruguai

Douglas McMillan

Os documentos secretos da Casa Branca liberados na quinta-feira pela organização Arquivos de Segurança Nacional, filiada à Universidade George Washington, na capital americana, são a prova de uma suspeita há muito nutrida no Brasil. O projeto do governo de transformar o país numa potência hegemônica regional - inclusive com planos concretos de intervenção em vizinhos como o Uruguai, revelados ontem pelo Jornal do Brasil - já era conhecido por acadêmicos e jornalistas investigativos.

Até quinta-feira, faltava a prova, que surgiu na forma de um documento do governo americano onde se menciona um acordo vigente até 1969 entre os governos de Costa e Silva (Brasil) e Juan Carlos Onganía (Argentina) para intervir no Uruguai.

''A revelação desses documentos é muito importante. Confirma diversos depoimentos que recolhi de militares brasileiros em meu livro'', afirma o jornalista Hélio Contreras, autor de Militares: Confissões - Histórias Secretas do Brasil . ''Na época, o regime temia que o Uruguai se transformasse numa base de influência de Cuba no Cone Sul'', explica ele ao JB. Segundo Contreras, a intervenção não seria duradoura, mas incluiria destacamentos armados. Em novembro de 1971, enquanto os uruguaios depositavam seus votos, tropas estavam prontas para agir, do outro lado da fronteira.

A opção armada não foi necessária, mas tudo indica que a vitória do conservador Juan María Bordaberry aconteceu com uma clandestina e discreta ajuda brasileira - já durante o governo Médici - e americana. O país foi um dos principais assuntos em pauta na reunião em Washington entre Médici e o presidente americano Richard Nixon, ocorrida em dezembro de 1971.

O Uruguai é presença constante nos documentos preparatórios para o encontro, mas o então ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mário Gibson Barbosa, nega que o país - ou uma trama para fraudar sua eleição - tenha estado em pauta. ''Nossas conversas foram apenas sobre assuntos bilaterais entre Brasil e EUA'', disse ele, por telefone, ao JB. Perguntado por que, após a reunião com Médici, Nixon disse ao premier britânico Edward Heath que ''o Brasil ajudou a fraudar as eleições uruguaias'', o diplomata afirmou: ''Estou estarrecido. Nunca ouvi falar nisso. Não é verdade''.

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