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Date Posted: 12:13:45 03/12/03 Wed
Author: Neinfo
Subject: Estudar uma proposta para o Ibict

JC e-mail 2235, de 11 de Março de 2003.

Texto de Lena Vania Pinheiro Ribeiro

A permanência do Ibict, apesar das crises e adversidades e, particularmente, das atividades de pesquisa e ensino, já é um indício ou prova de força institucional e de capacidade de sobrevivência, qualidades que refletem o conhecimento, experiência e competência construídos em quase 50 anos, patrimônio não somente do Ibict, mas nacional

Lena Vania Ribeiro Pinheiro é coordenadora de Ensino e Pesquisa, Ibict/MCT (lenavania@montreal.com.br). Este texto foi escrito para o boletim da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Informação (Ancib), onde foi publicado nesta terça-feira:

A constituição de uma Comissão, pelo MCT, para estudar uma proposta para o Instituto Brasileiro de Informação em C&T (Ibict), é uma demonstração do reconhecimento da relevância do Instituto e do setor de informação científica e tecnológica (ICT), pelo Governo atual.

No entanto, ao mesmo tempo em que é bastante representativa da C&T e dos seus principais organismos - usuários de recursos, serviços e produtos de informação - para os quais ICT é parte vital da infra-estrutura de C&T, se ressente da ausência de representatividade de pesquisa e ensino.

A participação de pesquisador/professor do Ibict na Comissão foi reivindicada pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Informação (Ancib), diretamente ao MCT e por mim, internamente, junto à diretora do Instituto, bem como a convocação da Coordenação de Ensino e Pesquisa na reunião preparatória que indicou o representante do Ibict nessa Comissão.

Tenho acompanhado as discussões sobre o Ibict e, na condição de funcionária desta instituição há mais de 20 anos e atual coordenadora de Ensino e Pesquisa, não poderia me omitir.

Devo esclarecer que, embora essencialmente dedicada à pesquisa e pós-graduação, ao longo dos anos tenho exercido diferentes funções no nosso Instituto, seja na coordenação de centro e de sistema de Informação ou na gestão de base de dados e, recentemente, no planejamento da arquitetura do Portal de Informação Científica e Tecnológica (ICT), no Prossiga, a ser lançado brevemente.

Portanto, a minha manifestação não se expressa unicamente sob o olhar da pesquisa e ensino.

Discutir uma Instituição como o Ibict implica em considerar aspectos os mais diversos, a começar pelos históricos, especificamente do Ibict e do contexto de seu surgimento e trajetória, em nosso país, aspectos políticos, institucionais, técnicos, tecnológicos e científicos.

Além do hibridismo de seu campo de atuação, tanto na formulação de políticas para o setor de ict e na execução de pesquisas, quanto no desenvolvimento de metodologias e padrões, no ensino de pós-graduação, na prestação de serviços para disseminação de informação científica e tecnológica e sua disponibilidade na Internet, na transferência de tecnologias da informação e na elaboração de produtos e publicações, impressos e eletrônicos.

Aqui deve ser introduzida uma questão importante: o Ibict atua no setor de ICT, distinto do setor de Informática, embora possa apresentar alguns interesses convergentes.

E um setor é diferente de um campo do conhecimento ou área, pois é traçado em função da necessidade de planejamento governamental ou setorização da ação do Estado.

No entanto, ações de ordem política também se fundamentam ou sustentam em estudos e pesquisas de uma ou mais áreas da ciência, inclusive o setor de ICT, fortemente influenciado pelas tecnologias da informação e com rápida obsolescência de conhecimentos e informações.

Portanto, decisões políticas não prescindem de base teórica, que contribuem para elucidações conceituais, tampouco de conhecimento técnico e tecnológico.

No caso de ICT, a contribuição mais expressiva é oriunda da área de Ciência da Informação, além de Ciência da Computação, Biblioteconomia, Comunicação, Ciência Cognitiva, entre outras.

Não por acaso, a pós-graduacão do Ibict é em Ciência da Informação e foi criada num Instituto que atua em ICT.

Conseqüentemente, no próprio Instituto têm sido desenvolvidas pesquisas que podem subsidiar discussões desse setor, o que inclui conceitos e relações interdisciplinares entre as áreas envolvidas e em temática relevante e atual: documentos eletrônicos, bibliotecas digitais/virtuais, comunicação científica em redes eletrônicas, periódicos eletrônicos, hipertextos, propriedade intelectual na rede, governança informacional, representação da informação na Web, processos de digitalização, mecanismos de busca na Web, metadados etc.

Entretanto, os resultados dessas pesquisas são pouco considerados no próprio IBICT e mais utilizados por outras instituições brasileiras.

Em estudos realizados pela Unesco nos principais organismos de política científica, nas décadas de 60/70, foram apontados quatro níveis de estrutura científica e técnica, entre os quais os chamados serviços científicos (e tecnológicos) públicos, que integram o quarto nível e corresponderiam à ict. Então, o setor de ICT apresenta outra faceta também relevante - é componente básico da infra-estrutura de C&T.

Institutos como o Ibict existem no mundo inteiro e, embora criados em circunstâncias históricas distintas, são semelhantes em suas funções e objetivos, centrados na informação cientifica e tecnológica e vinculados, em geral, a entidades nacionais de pesquisa, academias nacionais de ciência ou ministérios de ciência e tecnologia: o Inist/CNRS, na França, o Cisti, no Canadá, o Viniti, na Rússia, o Idict, em Cuba.

A preocupação central dessas instituições é a produção científica e tecnológica do país e seu registro, processamento, transferência e disseminação de informações e, atualmente. a sua disponibilidade e acesso na Internet. Bases de dados nacionais completas e correntes são condição sine qua non para a geração de indicadores confiáveis que, por sua vez, orientarão as políticas de C&T.

Não pode ser esquecido o Isi, nos EUA, iniciativa privada para elaboração de abstracts e índices de citação, estes últimos adotando métodos bibliométricos para análise da produção científica e geração de indicadores.

A partir das atividades desempenhadas pelo Ibict, de execução de pesquisa, de formulação de políticas nacionais, de prestação de serviços de informação e de pós-graduação, pode-se constatar o seu hibridismo, o que tem dificultado o entendimento de sua natureza e campo de atuação.

O Ibict, criado como IBBD em 1954, dois anos após o grande Viniti, em 1952, e muito anos antes de alguns de seus similares, dispersos pelo mundo, representou um ato de vanguarda brasileira, mas tem enfrentado crises as mais diversas, algumas típicas da administração brasileira, como a descontinuidade e até ruptura de suas atividades, além do contínuo 'reinventar da roda'.

Mesmo em plena era da Sociedade da Informação, quando é reconhecido o potencial da informação e a sua relação profunda com o conhecimento, o IBICT passou por 'colonização' , longos períodos de interinidade de sua direção e mudança freqüente de diretor, quatro em dois anos.

Em decorrência dessas crises, algumas ações de ICT em âmbito nacional foram assumidas por outras instituições, num processo de esvaziamento do Instituto.

A permanência do Ibict, apesar das crises e adversidades e, particularmente, das atividades de pesquisa e ensino, já é um indício ou prova de força institucional e de capacidade de sobrevivência, qualidades que refletem o conhecimento, experiência e competência construídos em quase 50 anos, patrimônio não somente do IBICT, mas nacional

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=8360

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