| Subject: Re: A justiça e a morte |
Author:
R.Sorje
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Date Posted: 30/04/05 23:54:09
In reply to:
observador curioso
's message, "Re: A justiça e a morte" on 30/04/05 22:39:53
isto que acabas de escrever só pode vir da pena dum boi como tu corno de merda filho duma puta!
>Pura demagogia e laivos de um certo e perigoso
>populismo este texto do candidato da CDU a Lisboa.
>O homem não é jurista e isso abona a seu favor, mas é
>candidato à presidência de uma cãmara que até tem uma
>polícia municipal o que já é mmais grave.
>Esye tipo, desculpem-me, não sabe do que fala e não
>sabe nada deste assunto. mais valia ter ficado calado.
>
>
>>A justiça e a morte
>>
>>Ruben de Carvalho, DN, 30/04/05
>>
>>Muito se tem discutido em Portugal nos últimos meses
>>sobre as questões da justiça, o seu funcionamento, as
>>suas dificuldades, as suas contradições.
>>
>>De um lado, o mundo da justiça, dos tribunais, das
>>leis, dos advogados, dos juízes. Funcionam entre si,
>>com regras próprias e estruturas próprias, bastante
>>ciosas aliás de existirem e manterem uma quase
>>intocável autonomia.
>>
>>De outro, a vida normal, o bom senso, o quotidiano,
>>aquilo que o dia-a-dia requer e sugere.
>>
>>Ora, o bom senso do comum dos cidadãos tem tido razões
>>para se surpreender quanto ao que poderíamos chamar o
>>simples bom senso da nossa justiça.
>>
>>Consideremos o caso do gang do vale Sousa.
>>
>>Qualquer pessoa compreende que um criminoso matar um
>>polícia é de extrema gravidade.
>>
>>Um assassínio é sempre um assassínio, seja quem for a
>>vítima, mas sucede que um agente policial é uma
>>entidade a quem nós todos, a sociedade, atribuímos a
>>função de nos defender, recorrendo à força se o
>>necessitar. A violência que o agente policial pode
>>exercer é, assim, nele delegada pelos cidadãos. Se no
>>decurso de um incidente violento esse agente policial
>>é morto, da mesma forma que a violência que podia ter
>>exercido havia sido por nós delegada, a morte de que
>>foi vítima atinge-nos a todos.
>>
>>A gravidade do problema é compreensivelmente sentida
>>pelas polícias face aos recentes assassínios de três
>>agentes da PSP, a investigação policial respondeu com
>>evidente diligência. Compreende-se claramente que a
>>polícia seja num caso destes de uma eficácia que até
>>não terá noutros. Para um polícia, assassinarem um
>>polícia é gravíssimo.
>>
>>Para um juiz não é?
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