| Subject: legítima é a nossa decisão de não aceitar ser força de suporte do PS |
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Lusa
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Date Posted: 23/04/05 22:46:29
Em causa direitos adquiridos dos trabalhadores
Jerónimo de Sousa acusa Governo PS de "admitir malfeitorias" da direita
23.04.2005 - 20h47 Lusa
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o Governo socialista de José Sócrates de "parecer admitir malfeitorias da governação de direita dos últimos anos" que põem em causa direitos adquiridos dos trabalhadores.
O Governo PS "não começa bem em matéria de políticas sociais", disse Jerónimo de Sousa em Queluz, numa sessão comemorativa do 31º aniversário do 25 de Abril.
Segundo o líder do PCP, a confirmar-se a intenção do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, de não alterar as normas sobre a caducidade da contratação colectiva de trabalho, isso constituirá um "rude golpe na credibilidade do novo Governo, que contraria tudo o que defenderam e afirmaram quando o PS era oposição".
Jerónimo de Sousa referia-se a alegadas garantias dadas por Vieira da Silva ao presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) de que "não haverá mexidas nas normas do Código do Trabalho sobre a caducidade das convenções colectivas".
O secretário-geral do PCP apelou a uma "nova política" que "promova o desenvolvimento económico e combata o desemprego" e abandone as "políticas neoliberais de orientações macroeconómicas monetaristas que vão ao arrepio das necessidades do país".
Jerónimo de Sousa exortou o PS a "respeitar os ideais de Abril, a soberania e independência nacional" e a "demarcar-se da manobra em curso de reduzir o acto referendário do novo Tratado Europeu a uma mera formalidade".
O líder comunistas acusou o PS de se "preparar" para, "em estreita colaboração com o PSD, fazer convergir para o mesmo dia das eleições autárquicas o referendo sobre o novo tratado conhecido como da ´Constituição Europeia".
Relativamente à falta de um entendimento com o PS para a Câmara de Lisboa, Jerónimo de Sousa disse que os comunistas têm "princípios irrenunciáveis" para a concretização de uma coligação.
"Reconhecemos que é legítima a pretensão de hegemonia e de comando por parte do PS, tão legítima como legítima é a nossa decisão de não aceitar ser força de suporte do PS para ganhar a câmara e estender a sua hegemonia a todos os órgãos autárquicos da cidade", sublinhou.
A sessão de hoje serviu também para apresentar o cabeça-de-lista do PCP à Câmara de Sintra, Baptista Alves.
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