| Subject: Não há ninguém que possa ensinar o Miguel a ler? |
Author:
Vasco
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Date Posted: 30/04/05 11:30:32
In reply to:
Miguel Portas
's message, "Re: Mas quem o podia impulsionar, não precisava de o fazer..." on 30/04/05 9:35:27
A mesma alma caridosa que terá enviado ao Miguel as ditas cartas podia também fazer o favor de o ensinar a ler. Partindo do princípio que as cartas que lhe enviou são as mesmas que se encontram neste fórum, onde as li, não consigo ver onde é que em algum ponto se encontra menção explícita ou implícita de "que a base de partida do PCP são os resultados da última vez em que se apresentou sozinho à câmara".
A ser assim, a coligação só poderia ser hegemonizada pelo PCP e não poderia contar nem com a participação do bloco nem com os Verdes, partidos que na altura não existiam.
A proposta de que as questões de programa passassem para uma comissão onde o PS teria a maioria absoluta deve ser para o Miguel uma simples questão de mercearia fina. Porque o principal culpado no final será sempre, para o Miguel-que-não-sabe-ler-ou-que-lê-o-que-lhe-convém, obviamente o PCP.
Pois claro, porque à 4 anos quando houve condições para "construir um projecto de esquerda que superasse a lógica interpartidária e fosse capaz de envolver as melhores energias da cidade" o Miguel também não teve quem o ensinasse a ler o projecto...
>O tempo não volta para trás
>
>Miguel Portas, 29/04/05
>
>Lisboa: alma caridosa fez-me chegar, via e- -mail, a
>troca de correspondência entre PS e PCP sobre a Câmara
>de Lisboa. É muito curiosa. Desde logo, porque a única
>matéria substantiva é a "mercearia fina" - a
>repartição de cadeiras. O "resto", as linhas de um
>eventual projecto para a cidade, merece em cada carta
>um a dois parágrafos sacramentais. A segunda
>curiosidade é que a base de partida do PCP são os
>resultados da última vez em que se apresentou sozinho
>à câmara, vai seguramente para 20 anos. Ou não queria
>acordo - e poderia ter encontrado modo mais elegante
>de o dizer; ou pensa que o tempo anda para trás...
>
>E assim se chegou a uma mão-cheia de nada. À esquerda,
>cada um irá por si, e provavelmente o mesmo sucederá à
>direita. Teria sido interessante construir um projecto
>de esquerda que superasse a lógica interpartidária e
>fosse capaz de envolver as melhores energias da
>cidade. Mas quem o podia impulsionar, não precisava de
>o fazer; e quem nele se poderia envolver, não tinha
>como tomar a iniciativa. É pena, mas não vem daí mal
>ao mundo. Em Outubro, o PSD perderá por muitos. Como
>nunca perdeu em Lisboa. As convergências acabarão por
>se fazer, mas em resultado da avaliação que os votos
>farão das diferentes propostas. Uma solução que
>decorra da verdade dos votos é sempre preferível a uma
>coligação de desconfiados (...)
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