Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 23/03/05 11:45:57
In reply to:
Rosa Redondo
's message, "A montanha parirá um rato (enquanto nós andamos entretidos...)" on 22/03/05 21:51:48
Cara Rosa
Uma das características do sectarismo é só pensarmos que as medidas que nós tomamos ou propomos são boas e a dos outros são sempre más. Ou então, tal como no PCP, e que advém muito de um certo marxismo vulgar, por trás das decisões políticas dos outros temos sempre que descobrir a mão dos interesses ocultos.
Podemos concordar com a ideia de que o mais importante na saúde não é de modo algum este assunto, tal como provavelmente a redução, para um mês, das férias judiciais, e que qualquer destes temas são lebres lançadas para a comunicação social se entreter a falar deles. Podemos até achar, como o faz Pacheco Pereira, que são medidas baratas, que não acarretam nenhum custo político. Este articulista afirmou mesmo que este tipo de medidas se assemelham às alterações ao Código da Estrada, que os governos, quando não sabem o que fazer, costumam utilizar, pois são medidas baratas e que, no caso do Código, até rendem dinheiro.
Mas fazendo todas estas ressalvas, não nos podemos esquecer, primeiro: as farmácias e os farmacêuticos são dos lobbies mais bem protegidos deste país. Daquele grupo de interesses que, protegidos pelo Estado, têm vindo a enriquecer. Qualquer ataque aos seus privilégios é bem vindo. Segundo: é provável que se consiga um preço mais baixo para os medicamentos de venda livre e que isso acarrete, no futuro, a diminuição de todos os outros.
Por isso, não me parece muito correcto estarmos logo a deitar abaixo esta medida e tentarmos descobrir os interesses ocultos que por detrás dela se pretendem esconder.
Um abraço amigo
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