Author:
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 14/03/05 22:52:11
Extracto da Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, no Comício do 84º Aniversário do PCP, em 12/03/05, no Coliseu do Porto
(…)
A par desta decisiva batalha da organização uma outra importante se avizinha – as eleições para as autarquias locais.
Uma batalha que os resultados recentes das eleições legislativas permitem encarar com confiança, numa perspectiva de avançar e crescer, confirmando a CDU como uma grande força autárquica nacional.
Uma batalha, não negamos, exigente e no desenvolvimento da qual é preciso dar agora passos mais firmes e decisivos.
Uma batalha que exige indispensável envolvimento e mobilização do conjunto dos militantes e organizações, que reclama pela vasta tarefa de constituição de centenas de candidaturas em todo o país.
Vamos para estas eleições afirmando a CDU como um amplo espaço de participação e de envolvimento unitário, no qual convergem cooperam e participam milhares de homens e mulheres independentes unidos num projecto distintivo, com obra realizada, provas dadas e com futuro.
Um projecto sem pretensões nem concepções de hegemonia, com uma visão unitária e democrática na gestão das autarquias, de inteira disponibilidade para a resolução dos problemas locais, o bem-estar das populações e o progresso local e regional. Um projecto que não vê nas autarquias um espaço para exercício de poderes absolutos mas sim de pluralidade e de intervenção democrática.
Uma força que promete e cumpre, que presta contas, reconhecida pelo seu trabalho e honestidade, que faz da participação popular e da proximidade às populações o eixo fundamental do seu estilo de exercício de poder. Uma força que testou na experiência da vida o facto de ter de integrar a defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores das autarquias como elemento incontornável da sua prática autárquica.
Vamos para estas eleições com a confiança de quem provou ser capaz de se assumir quando em minoria, como aqui nos municípios do distrito do Porto, numa voz indispensável na defesa dos interesses das populações, que deu corpo a causas e aspirações locais e assegurou uma presença exigente e construtiva para garantir uma gestão transparente e eficaz.
Para os que aí agitam falsa e hipocritamente a acusação de que o PCP estaria favorecendo a direita pelo simples facto de hoje, como sempre, estarmos disponíveis a assumir responsabilidades com inteira independência em autarquias de minoria é preciso dizer-lhes com toda a clareza:não foi o PCP que em momento algum estabeleceu acordos eleitorais com o PSD para retirar Câmaras á CDU como fez o PS em 40 municípios do país em 1985; não foi o PCP mas sim o PS que patrocinou com o CDS em 2001 uma candidatura de “Cidadãos Eleitores” para tentar retirar a maioria à CDU no concelho de Montemor; não foi o PCP, mas sim o PS que formalizou em 8 concelhos da Madeira coligações com o CDS nas últimas autárquicas.
E, para alguns outros, agora chegados á vida autárquica e que com o PS fazem coro, bastará lembrar-lhes que foram eles (refiro-me a BE) que abriram caminho à vitória de Santana Lopes e do PSD em Lisboa ao afastarem-se da Coligação “Mais Lisboa” e ao fazerem dela o seu adversário principal.
Tal como no passado também no presente são claros os propósitos enunciados pelo PS de visar reduzir a influência do PCP e da CDU nas autarquias. E, também, tal como no passado, fazerem-no embrulhado em cativantes apelos a possíveis acordos como PCP sem qualquer intenção séria, destinados a gerar expectativas ou a formular pretensões de ambição hegemónica no quadro das quais aos outros estaria destinado o papel de suporte e apoio à sua concretização.
Em matéria desta responsabilidade é preciso falar claro. Soluções sérias em matéria de acordos ou convergências entre forças políticas exigem não apenas e desde logo a clarificação dos conteúdos programáticos mas a sua indispensável assunção por parte das direcções nacionais (como se sabe sem o acordo das quais não há viabilização possível das mesmas). Tudo o resto são atitudes, independentemente da respeitável sinceridade de quem localmente as assume, destinadas a empatar e a iludir.
Bem esclarecedor seria ver quebrado o silêncio por parte da direcção do PS sobre esta matéria.
Pelo que ali como em todo o país a tarefa mais importante e decisiva é a de afirmar a CDU como força alternativa e de projecto de futuro capaz de responder aos novos problemas e encontrar novas soluções na resolução dos problemas das populações.
Temos um passado e presente no poder local que não deixa dúvidas quanto á prioridade que damos às pessoas, á resolução dos seus problemas ao desenvolvimento local.
Temos um passado e presente que não deixa dúvidas quanto ao rumo das políticas locais, á defesa do interesse público, ás opções de esquerda na gestão das autarquias.
(…)
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
|