| Subject: Se admitires que todos os actos têm consequências e que não deve haver dois pesos nem duas medidas. |
Author:
João Luís
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Date Posted: 30/06/05 0:01:50
In reply to:
João Carlos o 1º
's message, "Mais uma vez sobre o sectarismo" on 28/06/05 23:29:00
Num primeiro post começaste por dizer” “Tudo é preciso. O que não é preciso nem tolerável é ficar de braços cruzados na esplanada do café a ler jornais e a cag.... sentenças! (…) É o BE a desenvolver trabalho na sua dinâmica própria. Competição à esquerda, não. Unidade na diversidade, SIM!”
Depois, num segundo post refinaste o género: “É assim mesmo pá! Revolucionários querem-se é assim. Daqueles que a sabem toda! Vejam só, esses queques que nem sabem dizer "pingarelho" a quererem participar na luta! Fora com eles. Unidade somos nós e os nossos amigos da tasca aqui ao lado! A luta é só para os que os tem no sítio, aqueles que sabem emborcar 2 ou 3 bojecas logo pela manhã e nunca armam ao pingarelho!
Vêm para aqui estes XésXés amandar bitates!”
Agora neste terceiro post, “um pouco mais a sério” defendes: “Expressões como "pingarelho" ou outras do género, apenas mostram que quem as usa pretende fazer o "culto da ordinarice". Repare no seu camarada Jerónimo de Sousa, que apesar da sua origem de classe, tudo fez para adqurir a cultura necessária para poder falar sem recorrer ao seu querido "pingarelho" e não necessita de "cultivar a ordinarice" para se afirmar com clareza e vigor!”. Presumo que te esqueceste, entretanto do “cag…sentenças”. Não faz mal. Eu às vezes também me esqueço das bacoradas que mando!
Mas vamos à substanciazinha. Dizes que não és do BE nem “sequer apoiante” e falas na “urgente construção da unidade de esquerda”, achas que quem aponta diferenças, pontos de vista dissonantes, mina “a possibilidade de unidade na acção” e leva “a água ao moinho da direita”. Dizes mesmo que “Não é por acaso que o povo ou vota PS ou PSD, mas se vai ficando por aí pois não encontra do lado da esquerda a solidez necessária que lhe crie confiança para dar o seu voto”. E acabas a recomendar-me que “pense bem, antes de voltar a ser sectário.”
Sobre isto:
1 – Para quem não é do BE, nem apoiante, defendes bem o BE. Basta ver a defesa que fazes da workshop…
2 – Defendes a “urgente construção da unidade de esquerda”. Mas lembro-te que quem recusou a unidade de esquerda no Porto em 2005 foi o candidato do BE e quem a recusou em Lisboa em 2001 foi também o candidato do BE e não me lembro de te ver aqui a censurar tal facto.
Como não és do BE, talvez não saibas que no documento de lançamento do BE “Começar de novo”, em Fevereiro de 1999, isto é há pouco mais de 6 anos, estava lá escrito, logo no início: “(…) convocam quantos nela se reconheçam a tomar em mãos a construção de um novo movimento capaz de se constituir como alternativa na política nacional (…)”. Terás que reconhecer que a “unidade” é o contrário de “alternativa”.
E francamente, em pleno período pré-eleitoral falar em “urgente construção da unidade” , “Competição à esquerda, não” é cassete ou tontice. Não tem qualquer conteúdo.
3 – Mas o pior é tu achares que o BE tem direito a “desenvolver trabalho na sua dinâmica própria”, mas aqui no fórum, pelos vistos não se devem apontar diferenças e pontos de vista dissonantes. Queres com isso dizer que aqui no fórum temos todos de falar pela cassete do BE? Ou disseste isso sem reparares no que estavas a dizer?
4 – Conclusão: eu quando tenho uma coisa a apontar, aponto, quando tenho alguém a acusar, acuso directamente. Tu, gostas mais de falares a posteriori e no vago: “muitas das intervenções neste fórum”, “continua a falar-se”…Tu sabes do que eu falo e eu não sei do que tu falas. Assim é complicado entendermo-nos. Eu procuro ser objectivo nas questões que aponto e explico porquê. Tu inventas teses e não as explicas. Por exemplo essa de dizeres que “o povo vota PS ou PSD” é típica. Então o povo não votou também no PP e na CDU e no BE? Então a CDU e o BE não crescerm até nos votos? Esse crescimento não significa reforço de confiança?
Finalmente: se admitires que todos os actos de todos os partidos têm consequências e que não deve haver dois pesos nem duas medidas na análise, talvez nos venhamos a entender. Doutro modo, continuaremos por aqui a divergir. Sem drama. Com naturalidade. Tu a dizeres que eu sou sectário e eu a dizer que estás a ser tonto.
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