Author:
João Luís de Melo e Castro
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Date Posted: 15/06/05 20:49:54
In reply to:
ROGÉRIO RODRIGUES, A Capital, 15-06-05
's message, "À família não deixa bens materiais" on 15/06/05 11:40:16
O seu ascetismo e o seu desapego em relação aos bens materiais indiciavam desde sempre esse "testamento".
O que, de per si, pouco pode significar mas que, no fundamental, o caracteriza e o honra.
>Todo o vasto património será ou já foi entregue ao PCP
>
>À família não deixa bens materiais
>
>Nos últimos da vida, o PCP fazia a gestão da vida de
>Cunhal, desde a necessidade mais comezinha, aos
>medicamentos, à leitura de livros e jornais
>
>ROGÉRIO RODRIGUES, A Capital, 15-06-05
>
>
>Álvaro Cunhal não tinha bens pessoais. Não deixa
>nenhum bem material. A própria casa onde vivia era do
>Partido e fora doada pelo ex-dirigente do PCP e actual
>responsável pela editora Campo das Letras, Jorge
>Araújo.
>
>Os próprios direitos de autor dos vários livros que
>foi publicando ao longo da vida com o seu nome e o
>pseudónimo de Manuel Tiago, com várias edições,
>pertencem todos ao PCP. A própria editora, para não
>haver confusões quanto a direitos, foi sempre a
>editorial Avante! e não a editorial Caminho. O seu
>arquivo, cartas, relatórios, originais estarão já
>neste momento na posse do PCP.
>
>À filha e à irmã poderá deixar alguns objectos mais
>íntimos, algumas cartas, alguma pintura, algumas
>gravuras. Todo o outro vasto património será ou já foi
>entregue ao PCP.
>
>Diga-se que nos últimos da vida de Cunhal era o PCP
>que fazia a gestão da sua vida, desde a necessidade
>mais comezinha aos medicamentos e à própria prestação
>de pessoas para lhe lerem livros e jornais quando já
>estava impossibilitado de ver. (...)
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