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Suzete Francisco (DN)
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Date Posted: 1/06/05 15:48:43
Renovação Comunista quer 'tréguas' com o PCP
por Suzete Francisco, Diário de Notícias, 1/06/2005
O movimento da Renovação Comunista (RC) considera encerrada a fase das críticas ao PCP. Em vésperas de se transformar numa associação política, a RC diz querer relacionar-se de igual forma com todas as forças políticas de esquerda. "As divergências com a direcção do PCP são conhecidas, não as iremos retomar. Esse capítulo está fechado. Daqui para a frente iremos discutir a nossa intervenção", sublinhou ontem Cipriano Justo, porta-voz do movimento, que se reúne no domingo para aprovar os estatutos e a declaração constituinte da associação.
Criada há cerca de dois anos, em resultado de divergências políticas com a orientação da direcção do PCP, a RC diz-se aberta, nos estatutos que serão propostos no encontro nacional de domingo, a todos os que se identifiquem com os objectivos da associação. O que inclui militantes partidários, esclareceu Cipriano Justo, sejam do PCP ou de qualquer outra força de esquerda. O documento a apresentar contempla também alguns dos aspectos de funcionamento interno que constituíram um dos principais eixos das críticas dos renovadores ao PCP, defendendo a "rejeição de qualquer limitação à expressão ou divulgação de opiniões individuais, de grupo ou minoritárias" ou o "reconhecimento do direito de objecção". E prevê igualmente a aplicação de sanções aos associados - uma exigência legal, fez questão de sublinhar, em conferência de imprensa, Cipriano Justo.
Além da constituição em associação, o encontro nacional da RC vai também debater os próximos actos eleitorais. Será o caso das autárquicas, eleições para os quais o porta-voz do movimento deixou expressa a disponibilidade da RC para "examinar" a possibilidade dos seus associados integrarem listas do PS ou do BE. Já quanto às presidenciais, o dirigente admite que a renovação venha a apoiar o candidato da "área social do PS". E alerta para o "perigo" de uma desunião da esquerda na corrida para Belém "Há o sério risco de a direita conseguir eleger o seu candidato logo à primeira volta se a esquerda se apresentar fragmentada". Sem previsões quanto ao número de associados que a Renovação poderá reunir. "Já tivemos encontros com 200 pessoas e com 70, é flutuante", disse.
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