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Subject: Santarém: Militantes do PS receiam "perda de identidade" e pedem "moralidade"


Author:
Lusa
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Date Posted: 5/06/05 12:25:03
In reply to: Lusa 's message, "Sesimbra: PCP acusa governo de dar "machadada na pesca artesanal"" on 4/06/05 22:57:50

Santarém: Militantes do PS receiam "perda de identidade" e pedem "moralidade"


Santarém, 05 Jun (Lusa) - Militantes socialistas do distrito de Santarém manifestaram sexta-feira à noite receios de que, com as medidas de combate ao défice que o Governo está a adoptar, o partido esteja a "perder identidade" e pediram "moralidade" aos ministros.

Durante a sessão o ministro da Saúde, Correia de Campos, foi incumbido de explicar as "medidas difíceis, corajosas e indispensáveis à recuperação da economia e reforma do Estado".

A questão da "moralidade" da acumulação dos salários com reformas por parte dos ministros das Finanças e das Obras Públicas dominou parte das intervenções, com alguns militantes a declararem a sua oposição a medidas como o aumento do IVA.

Luís Ferreira, militante de Tomar, questionou se o PS não estará a correr o risco de "perder a identidade e a respeitabilidade" dos cidadãos que lhe deram a maioria absoluta, ao dar seguimento a políticas neo-liberais do anterior Governo PSD/CDS-PP e não ter "coragem" para adoptar medidas que afectem interesses como os da banca, mas permitam manter o Estado Social.

Correia de Campos assegurou que o Governo está a adoptar um conjunto de medidas que implicam "repartição de sacrifícios" e que o Estado Social precisa de "correcções".

Segundo o ministro, há grupos que se foram instalando e hoje têm benefícios que foram sendo consentidos devido a alguma "inércia" e que "começam a ser profundamente injustos" em relação à maioria da população activa.

Contudo, essas situações "não vão ser resolvidas de forma bruta", disse Correia de Campos, dando como exemplo a alteração gradual, num prazo de dez anos, da idade da reforma dos 60 para os 65 anos na Função Pública.

Ciente de que as medidas anunciadas prenunciam forte contestação social, Correia de Campos advertiu que se houver um "destempero social muito grande" alguma indústria, como a do sector automóvel, que se instalou em Portugal, vai para outros países.

Correia de Campos falou perante cerca de uma centena de militantes socialistas do distrito de Santarém que respondeu à convocatória para ouvir as justificações para as medidas que têm sido anunciadas, mas que também quis colocar dúvidas e dar sugestões.

Numa sessão que começou com uma hora de atraso e se prolongou por quase três horas, terminando com a sala reduzida a um terço dos participantes iniciais, Correia de Campos procurou dar argumentos aos militantes socialistas para defenderem as medidas adoptadas pelo Governo.

Segundo o ministro, as medidas do governo servem para travar uma situação que, a manter-se, penalizaria as classes média e média baixa (eleitorado tradicional do PS), com um agravamento imediato das taxas de juro pelo incumprimento do Programa de Estabilidade e Crescimento.

Com muitos dos presentes a insistirem na questão "moral" dos ministros das Finanças e Obras Públicas, Correia de Campos procurou explicar porque razão Campos e Cunha e Mário Lino acumulam o salário com pensões.

O ministro da Saúde assegurou igualmente que, se a lei for alterada, impossibilitando a acumulação, "não tem dúvidas" que os dois aceitarão tal decisão.

Correia de Campos, que falou essencialmente das medidas adoptadas na área da Saúde no Conselho de Ministros de quinta-feira, teve também de explicar por que razão o Governo decidiu subir o IVA de 19 para 21 por cento.

Eduardo Oliveira, militante de Santarém, questionou porque razão terá de passar a pagar cinco por cento dos medicamentos que é obrigado a tomar para não cegar (tem glaucoma) enquanto os que vão passear ao Algarve vão continuar a passar na Via do Infante sem pagar portagem.

Correia de Campos assegurou que o fim da comparticipação a 100 por cento nos medicamentos para doentes crónicos não será cega e garantiu que serão criados mecanismos para compensar aqueles que não possam suportar os cinco por cento.

Quanto às auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUTS), Correia de Campos afirmou que qualquer alteração nos contratos com as concessionárias traria custos, não havendo "estudos credíveis" sobre os valores que poderiam ser recuperados, além de que a sua criação teve por base a decisão política de levar o desenvolvimento ao interior.

MLL.

Lusa/fim

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Almeida Santos admite perda de votos pelo PS devido a medidas de austeridadeLusa 5/06/05 12:52:04
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