| Subject: A fantochada do déficie |
Author:
Zé da Fisga
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Date Posted: 31/05/05 17:27:58
A Fantochada do Défice (continuação)
No dia 30 de Maio, assisti pela televisão ao programa do canal 1, “Prós e Contras” e mais uma vez fiquei revoltado com estes politiqueiros que nos governam.
O Sr. Ministro do Trabalho e Segurança Social, numa atitude de “chico esperto” e de grave irresponsabilidade, continuando na linha de rumo dos governos PSD e PS, vem atirar os trabalhadores do privado contra os trabalhadores da função pública, mostrando-se manhosamente preocupado com as injustiças resultantes das desigualdades existentes entre estes dois tipos de trabalhadores.
O Sr. Ministro sabe muito bem qual a causa de certas desigualdades mais aparentes do que reais, mas o que o preocupa essencialmente é dividir os trabalhadores, dentro da velha estratégia de dividir para reinar, mas atenção Sr. Ministro, diz o Povo que quem semeia ventos colhe tempestades.
Como qualquer patrão de baixo estofo, o Sr. Ministro como mau representante do patrão Estado (o Estado é o patrão dos funcionários públicos), sabendo que o peso dos vencimentos dos trabalhadores no Orçamento do Estado, deve pesar em média 75% nas despesas totais (em Portugal chega a pesar 85% e mais e não é por culpa dos funcionários públicos mas sim dos senhores politiqueiros), dizia eu que como qualquer mau patrão, o Sr. Ministro a única coisa que tem em mente é cortar nas regalias e nos ordenados dos trabalhadores e se possível, fazer despedimentos.
Se é que há desigualdades, o Sr. Ministro não quer nivelar por cima, quer é nivelar por baixo, como qualquer “chico esperto”, querendo-se mostrar muito preocupado com as “injustiças”, mas no fundo o que quer é pôr os trabalhadores uns contra os outros (dividir para reinar), ao mesmo tempo que manipula a opinião pública com a finalidade de esta aceitar e apoiar a pseudo justiça social do governo, ou seja, o que o governo quer é continuar a ser um mau gestor e esbanjador dos dinheiros públicos, em prol de um grupo de amigos e apaniguados, querendo tapar o sol com a peneira e querendo que os senhores politiqueiros continuem a não ser responsabilizados civil e criminalmente pelas suas tropelias que prejudicam milhões de pessoas.
Qualquer gestão danosa no sector privado é punida civil e criminalmente. Qual a razão porque os senhores politiqueiros não são contra esta monstruosa desigualdade entre um tipo de gestão e outro? Querem só ser responsabilizados politicamente? Se não governarem bem, perdem as próximas eleições, blá, blá, blá…E pelo caminho os trabalhadores vão pagando a factura real. Os senhores pagam a factura virtual e continuam a ter emprego, não são despedidos nem ficam falidos. É obra! Mas, de vendedor da “banha da cobra”.
O que é preciso é que os trabalhadores não se deixem levar na cantiga destes justiceiros socialistas de meia tigela.
A estratégia destes perigosos e irresponsáveis manipuladores da opinião pública é dividir os trabalhadores, pondo uns contra os outros.
Os trabalhadores não devem esquecer-se das teorias destes senhores que num passado recente, defendiam que era preciso facilitar as reformas dos funcionários públicos mais velhos, para modernizar a administração pública, metendo funcionários mais novos, mais receptivos às novas tecnologias, blá, blá, blá.
Até deram percentagens na bonificação do tempo de serviço com o fito de eles se reformarem. Estão esquecidos?
Só que com isso não modernizaram a administração pública, antes pelo contrário, o que aconteceu foi que os funcionários mais capazes reformaram-se, os piores ficaram, desfalcaram a administração pública, aproveitando alguns dos que então se reformaram, a oportunidade de ainda irem ganhar bom dinheiro para o sector privado.
Entretanto, estes politiqueiros de meia tigela, não só pioraram a administração pública mas ainda a encharcaram com maior quantidade de novos funcionários, alguns de muito pior qualidade (era preciso dar emprego aos amigos do partido e apaniguados) e pior do que isso, foram desprofissionalizando e partidarizando a administração pública, aumentando estupidamente as despesas, com péssimas consequências para o País .
Zé da Fisga
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