| Subject: «The New York Times» afirma que caso Posada Carriles põe os EUA à prova |
Author:
Granma
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Date Posted: 12/05/05 22:09:22
In reply to:
DN, 12-05-05
's message, "Cuba Dissidente cubano era agente da CIA" on 12/05/05 19:16:52
«The New York Times» afirma que caso Posada Carriles põe os EUA à prova
Granma, 10/05/05
WASHINGTON.— O pedido de asilo político nos Estados Unidos do terrorista Luis Posada Carriles porá à prova a definição de «terrorismo» do governo de George W. Bush, afirmou, no dia 9, um longo artigo do jornal The New York Times, que ecoou a agência PL.
Segundo o colunista Tim Weiner, o governo de Bush tem três alternativas: dar asilo, apreender Posada por ter entrado ilegalmente no país, ou decidir favoravelmente ao pedido de extradição apresentado pela justiça venezuelana.
«A concessão de asilo político poderia resultar em acusações de que a administração de Bush manipula o princípio de que nenhuma nação deve abrigar pessoas suspeitas de terrorismo», salientou Weiner.
O jornalista disse que o fato de o rejeitar, provocaria a cólera política da extrema direita cubano-americana do sul da Flórida, que apoiou com dinheiro e outros recursos as campanhas eleitorais do presidente e seu irmão, Jeb Bush, governador desse estado.
As duas outras alternativas são consideradas favoráveis às denúncias do presidente cubano, Fidel Castro, quem acusou Posada de ser o pior terrorista do Hemisfério Ocidental.
Weiner, através de várias fontes, descreve o passado criminoso de Posada Carriles, incluindo mesmo sua participação na explosão de um avião da Cubana de Aviação em Barbados, em 1976, com 73 pessoas a bordo.
Carter Cornik, oficial do Bureau Federal de Investigações (FBI), que fez a perícia do caso do terrorista de origem cubana no atentado, confirmou ele como protagonista da ação.
Segundo um relatório do FBI, em 1976, revelado recentemente, Posada — que nesse então trabalhava para a Direção dos Serviços da Inteligência e Prevenção (Disip) da Venezuela — assistiu a duas reuniões em que se planejou a explosão do avião.
Cornik frisou que os encontros tiveram lugar mesmo em Santo Domingo e foi organizado neles o atentado que matou o ex-chanceler chileno Orlando Letelier e a norte-americana Ronnie Moffitt.
O artigo do The New York Times destaca a presença de Posada Carriles no planejamento dos atentados à bomba aos hotéis de Havana, em 1997, morrendo num deles o turista italiano Fabio di Celmo.
Além do mais, refere a participação do terrorista no plano de assassinato ao presidente Fidel Castro, durante a realização da 10a Cúpula Ibero-Americana no Panamá, em 2000.
No dia 9, a edição em espanhol do jornal The Miami Herald informou que um ex-detetive da polícia dessa cidade disse que Posada mentiu ao negar o papel desempenhado na explosão do avião da Cubana em Barbados.
Diosdado C. Díaz, aposentado em 1999, assegurou ao The Miami Herald que um dos seus informantes principais — Ricardo «Macaco» Morales — lhe disse em 1982 que muniu explosivos a Posada e ele os preparou para fazer sabotagem ao avião.
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