| Subject: MÉNARD RECONHECE A VERDADE-RSF, contratada por Otto Reich, cobra cheques de Washington |
Author:
JEAN-GUY ALLARD
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Date Posted: 12/05/05 22:16:07
In reply to:
DN, 12-05-05
's message, "Cuba Dissidente cubano era agente da CIA" on 12/05/05 19:16:52
Havana. 10 Maio de 2005
MÉNARD RECONHECE A VERDADE
RSF, contratada por Otto Reich, cobra cheques de Washington
POR JEAN-GUY ALLARD — especial para o Granma Internacional
ROBERT Ménard, secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que meses atrás continuava negando qualquer ligação com o governo dos EUA, é desmascarado cada semana. As últimas notícias, após vir a público, em Paris, sua associação com Otto Reich, chegaram da Califórnia, onde a jornalista Diana Barahona tenta furar o muro de proteção levantado pelas amizades ocultas de Ménard.
Em 18 de abril passado, em um foro do Le Nouvel Observateur de Paris, Robert Ménard fez uma primeira confissão acerca do que sempre negava quando um participante anðnimo citou um artigo publicado, em 11 de março, pela jornalista norte-americana, onde dizia que a RSF recebia dinheiro da chamada National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia —NED).
«Com certeza», respondeu Ménard com habitual arrogância. E acrescentou: «Recebemos dinheiro da NED e isto não é nenhum problema para nós».
Num foro similar, no mesmo site, semanas antes, Ménard tinha reconhecido, de repente, que conhecia o agente da CIA Frank Calzón que pretendia até então desconhecer.
Realmente, Ménard não teve outra alternativa que confessar.
No decurso das informações, uma representante da NED confirmou a Barahona que, em 14 de janeiro deste ano, a organização RSF recebeu US$ 39.900 enquanto a representante da RSF em Washington, Lucie Morrillon, não teve outro remédio que confirmar que o grupo recebeu uma soma de US$ 125 mil do Cuban Solidarity Center, organização fachada da CIA, oficialmente financiada pela United States Agency for International Development (Usaid). Além da existência dum contrato secreto assinado com Otto Reich.
Depois de confirmar nos Estados Unidos as «contribuições» recebidas por Ménard de parte de Washington, a jornalista solicitou oficialmente à Usaid, em virtude da lei de acesso à informação, todos os documentos referidos a essa personagem e a sua organização.
Numa carta redigida em 9 de abril e endereçada à Divisão de Informação e Arquivos da Usaid, Diana Barahona solicitou, ao abrigo da Ata de Liberdade de Informação (5 U.S.C. 552) «cópias de arquivos e entregas de dinheiro» da RSF e de seu secretário-geral, Robert Ménard, cidadão francês.
A jornalista de Long Beach afirma na carta que «reúne informação sobre o financiamento da RSF de parte do governo dos EUA, o que é de interesse público e de vários meios de comunicação, referindo-se a RSF como fonte».
«Qualquer financiamento governamental deveria ser divulgado de maneira tal que alguns repórteres não utilizem sem conhecimento adequado fontes que não sejam objetivas», afirma Barahona na carta.
Nesse mesmo documento indica-se que vários meios da imprensa escrita e eletrônica utilizam a RSF como fonte «sem saber ou sem dizer ao público acerca do conflito de interesse da RSF, ao receber subsídios governamentais».
Atualmente Diana, Barahona colabora com o Council on Hemispheric Affairs, dirigido por Larry Bims, que estuda a política dos EUA na América Latina desde 1975, na redação dum artigo amplo sobre este tema.
Segundo a pesquisadora, este documento demonstrará, entre outros elementos, que a RSF foi fundada em 1995 quando a lei Helms-Burton tinha sido apresentada no Congresso.
Esta lei ditou a entrega de fundos aos chamados «dissidentes» cubanos através de ONGs. Otto Reich foi o primeiro lobista dessa legislação através de sua firma, quando se eencontrava contratado pela Bacardi e como diretor do U.S. Cuba-Business Council.
Diana Barahona é membro da Northem California Media Guild e tem publicado artigos sobre a RSF no Guild Reporter (www.newsguild.or).
EM 2001 NEGOCIOU COM REICH E CALZÓN
Por seu lado, em 27 de março passado, o pesquisador francês Thierry Meyssan, publicou um artigo revelador onde anunciava que Robert Ménard negociou um contrato com Otto Reich e o Center for a Free Cuba, do agente CIA, Frank Calzón, em 2001.
Segundo Meyssan, jornalista e presidente da prestigiosa Red Voltaire (www.redvoltaire.net), o contrato foi assinado em 2002 quando Reich representava o governo norte-americano como Enviado Especial dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental.
«Em 2002, a RSF assinou com o Center for a Free Cuba um contrato cujos termos não se conhecem e depois recebeu uma primeira subvenção de 24,970 euros. Essa subvenção aumentou para 59,201 em 2003 e em 2004 desconhece-se a montante», escreveu o pesquisador.
«O Center for a Free Cuba é uma organização criada para destruir a Revolução cubana e restaurar o regime de Batista através de funcionários do governo de Bush. É presidida pelo proprietário de Rones Barcardí, e dirigida pelo ex-terrorista Frank Calzón, é adscrita a uma dependência da CIA, a Freedom House», informou Thierry Meussan.
Ménard negou em várias oportunidades conhecer Calzón até que apareceu em Bruxelas, em março de 2004, em uma reunião de deputados europeus com a personagem, um dos mais ativos agentes cubano-americanos da CIA desde os idos dos 60.
PERGUNTAS INQUIETANTES EM MONTREAL
Num artigo intitulado «Perguntas inquietantes para a Repórteres Sem Fronteiras», publicado em 30 de abril no importante jornal La Presse, de Montreal (Canadá), o jornalista Marc Thibodeau confirma que Ménard teve que confessar, em assembléia pública, no dia anterior, que a RSF obtém uma fatia de seu orçamento, de parte de organizações americanas estreitamente ligadas à política estrangeira dos Estados Unidos».
«O secretário-geral da RSF, Robert Ménard, que fazia uma estada em Québec essa semana, declarou no decurso dum debate na Universidade de Québec, em Montreal, que sua organização dispunha de fundos da Usaid, agência de ajuda internacional do governo norte-americano e da NED», informou o jornalista.
Durante um diálogo com o La Presse, Ménard explicou que as somas recebidas da NED e da Usaid para o ano próximo representavam menos de 2% do orçamento da RSF «que totaliza mais de US$ 5 milhões.
«Mais de 90% do total é reunido, segundo a organização, pela venda de álbuns de fotografias», escreveu, irônico, o repórter.
O Granma Internacional denunciou, em 2003, a conivência entre Robert Ménard, sua ONG e os serviços de inteligência dos Estados Unidos. A pouco e pouco confirma-se a informação através de documentos, publicações, revelações dos envolvidos e as próprias confissões do secretário-agente da RSF. Segundo várias informações, o melhor ainda não chegou».
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