| Subject: Isto é, os salários mínimos à boleia do «salário único para eurodeputados» (já!)??? |
Author:
João Luís
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Date Posted: 13/05/05 16:46:05
In reply to:
Sérgio Ribeiro
's message, "«Salário único dos eurodeputados» e salários mínimos nacionais" on 13/05/05 15:48:27
"Em contrapartida, o que Miguel Portas, do BE, afirma é de – já que estou com estas imagens sonoras… – bradar aos céus. O seu apoio à proposta teria «uma razão sócia», explicitando que um salário europeu para eurodeputados permitirá «colocar na agenda política, com um precedente feito por cima, a questão do rendimento e salário mínimo europeu». Isto é, os salários mínimos à boleia do «salário único para eurodeputados» (já!).
Os salários mínimos nacionais «à trela»?
Para se ver o artificial, para não dizer (porque não?) demagógico, de tal argumentação, recorro a recente estudo, de Outubro de 20042, colhido no site do Eurostat.
Segundo o estudo, há três grupos de países, um entre 61 e 240 euros (Bulgária, Roménia, Letónia, Lituânia, Eslováquia, Estónia, Polónia, Hungria, Rep. Checa e Turquia), outro entre 471 e 650 euros (Eslovénia, Portugal3, Espanha, Malta, Grécia), um último dos 1073 aos 1403 (Irlanda, Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo).
Por agora sem outras considerações, sublinho que o leque dos salários mínimos tem amplitude superior à dos “«salários» dos deputados do PE. O salário mínimo mensal de um trabalhador luxemburguês equivale ao de um búlgaro em quase dois anos.
Quer isto dizer que tais diferenças levam a que se desista de uma aproximação entre os salários mínimos?
Não! Quer dizer que é totalmente irrealista o argumento do nivelar por cima poder ser precedente para uma aproximação por baixo. Só a demagogia e a fuga para a supranacionalidade o inspiram.
Termino, recuperando o final de artigo escrito há dois anos, quando o PE tomou posição favorável ao «salário único para eurodeputados»: «A meu juízo, terá havido mais uma agressão à democracia… ainda que a decisão tenha sido tomada por larga maioria (com o voto contrário dos meus camaradas que lá estão!). A Constituição será europeia, os lucros são europeus, os rendimentos dos bem nascidos e melhor instalados são europeus, os deputados são europeus… os trabalhadores hão-de chegar, um dia, a essa Europa que é, por enquanto, a das desigualdades. Cada vez maiores!»
Há que lutar por uma Europa não federal, não neoliberal, não militarista, mas sim de cooperação entre estados, de paz, em que os direitos dos trabalhadores não sejam permanentemente postergados e usados demagogicamente como falso pretexto para instalação e constitucionalização de privilégios e regalias."
Sem comentários mas com todo o apoio à posição dos Deputados da CDU no PE!
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