| Subject: O futuro de Teixeira Lopes é tão dúbio como o do novo Bloco, de estatutos e responsabilidades... |
Author:
Paulo Veiga
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Date Posted: 13/05/05 18:01:52
In reply to:
Lusa
's message, ""A partir do momento em que o BE diz que é o único (...) democrático não faz sentido apelar à união" on 8/05/05 19:53:20
O candidato do contra
Paulo Veiga, Independente, 13-05-05
È candidato à Câmara do Porto contra o social-democrata Rui Rio, contra o comunista Rui Sá e contra o independente Rui Moreira. Chateou-se com os comunistas em 2001 e entrou no Bloco de Esquerda pela mão de Fernando Rosas. Os adversários acusam-no de ser demagogo e extremista. Basílio Horta chegou a chamar-lhe marginal. Esteve no PCP até 2001.
(...) João Teixeira Lopes veio das colónias (...) e fez do Porto a sua cidade (...). É pela Dama do Douro que reclama mudanças: “A principal urgência é o combate à corrupção. Todo o distrito do Porto está cheio de dinossauros que Têm amputado a capacidade de intervenção democrática”.
É deputado (...) combina funções parlamentares com as de professor (...) na área de Sociologia. (...)
A política cruzou-se com ele no final da década de 1980. Investiu na CDU, ainda como independente. Na mudança de século, trocou de bandeira partidária: “Rompi com o PCP em 2001, quando fui mandatário distrital de Fernando Rosas. No ano seguinte, filiei-me no BE”. (...). “O PCP é uma esquerda conservadora. É um partido apenas de combate. O BE é diferente: é uma força de combate mas também de alternativa”. Assim se propõe o BE, com a distância de quem vai construindo a sua história nas facilidades e nos gritos de protesto do contrapoder, sem provar as responsabilidades da governação. (...)
Fora do hemiciclo, Teixeira Lopes está ligado à Comissão de Educação (...).
Tudo isto segue uma linha de pensamento que caracteriza o percurso pessoal e político de João Teixeira Lopes. Gostou de ver o “renascimento da esquerda” nas últimas legislativas, mas admite algum demérito da direita para o sucesso da esquerda: “A direita perdeu o rumo ideológico”. Um vazio democrático que se apressou a lamentar.
Joãso Teixeira Lopes não é a figura favorita dos comentários políticos. São poucas as críticas a que é pessoalmente sujeito. Basílio Horta (...) mandou-o calar um dia, em pleno debate radiofónico (...) com um sonoro “o senhor é um marginal”. Ainda que de forma insultuosa, até os outros lhe marcam o terreno que gosta de pisar (...).
Já Álvaro Castelo Branco (...) pinta Teixeira Lopes de outra forma (...) vê no bloquista uma pessoa “convicta, com grande capacidade de trabalho e disponibilidade para a vida política (...) extrovertido, de fácil relacionamento” (...). Defeitos, a bom ver, só lhe encontra um (...) “Aquele toque de demagogia muito comum à extrema-esquerda”. (...) Castelo Branco é deputado do CDS-PP.
(...) Quer resolver “a fractura social que assola o Porto”, chamando os habitantes da periferia para o centro. E como? “Trazendo o Estado-Providência à planificação municipal através de uma bolsa de arrendamentos que comparticipasse a revitalização dos centros urbanos como o Porto”. (...)
O futuro de Teixeira Lopes é tão dúbio como o do novo Bloco, de estatutos e responsabilidades, à medida que o timbre da contracorrente vai desaparecendo. Para o Céu ou o Inferno que o Bloco caminha, o deputado segue na caravana. (...)
É à procura do Céu que se junta à equipa do Porto 2001, é a caminho do Inferno que a deixa, como tantos outros, “em ruptura com alguns membros” (...). è agora candidato à Câmara para que o adágio popular se cumpra (...): que quando faça sol faça para todos. (...)
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