| Subject: A convenção do BE deveria servir para Louçã, Portas e Fazenda afirmarem (...) somos nós quem manda |
Author:
RAUL VAZ
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Date Posted: 9/05/05 12:55:01
In reply to:
Lusa
's message, ""A partir do momento em que o BE diz que é o único (...) democrático não faz sentido apelar à união" on 8/05/05 19:53:20
Com paredes de vidro
A convenção do Bloco deveria servir para Louçã, Portas e Fazenda afirmarem o que é óbvio o Bloco é um partido político com o objectivo da conquista do poder, portanto igual aos outros. E dizerem o que é ainda mais evidente somos nós quem manda
RAUL VAZ, DN, 8/05/05
A í estão eles, responsáveis pelo que criaram Francisco Louçã é chefe, Luís Fazenda manda no Parlamento, Miguel Portas coordena um departamento internacional. Eis o Bloco na versão dos vendilhões do templo.
No início disfarçaram as diferenças para venderem a diferença. Cresceram e despiram- -se, mostrando o pior daqueles que, criticando os outros, não são capazes de exigir a si próprios.
O que está a acontecer tem uma vantagem quem de uma forma generosa aderiu ao projecto começa a perceber, e a sentir, o engodo. Faltará pouco para surgirem as dissidências, ainda mescladas pela ilusão que afirma a crítica e sustenta um falso debate ideológico.
Reunidos este fim- -de-semana, há quem resista à realidade. Gil Garcia, tido como uma das figuras da ala mais à esquerda, critica uma outra facção, dita mais à direita e supostamente capitaneada por Miguel Portas; Helena Carmo, ex- -militante da FUP, subscreve uma moção que questiona a falta de informação no interior do "albergue", necessariamente permitida pela troika dirigente.
É normal que assim seja e continue a ser até ao momento em que os que conscientemente juntaram diferenças para conquistarem responsabilidades públicas assumam as contingências do poder. Louçã, Fazenda e Portas já só conseguem disfarçar com a aderência à candidatura de José Sá Fernandes à Câmara de Lisboa.
O resto é parecido com os interesses que um dia os levarão a desaguar num espaço de poder, provavelmente no aquário abrangente do Partido Socialista.
A convenção do Bloco deveria servir para Louçã, Portas e Fazenda afirmarem o que é óbvio o Bloco é um partido político com o objectivo da conquista do poder, portanto igual aos outros.
E dizerem o que é ainda mais evidente somos nós quem manda. Acrescentando o que está implícito: quem quiser que lute para ocupar os nossos lugares.
Não vai ser assim, porque eles gostam do que está a acontecer. Como prova, vale
o alerta de Miguel Portas "Não podemos consumir-nos em lutas intestinas." Pois não, sob risco de toda a gente perceber o que é o Bloco.
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