| Subject: PRIMEIRA VEZ: Cúpula Ibero-Americana condena bloqueio dos EUA contra Cuba |
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Diário Vermelho
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Date Posted: 16/10/05 21:56:45
Diário Vermelho, Brasil, domingo, 16 de outubro de 2005
PRIMEIRA VEZ: Cúpula Ibero-Americana condena bloqueio dos EUA contra Cuba
Chávez: 'Como dizia Dom Quixote..."
Na declaração final da 15ª Cúpula Ibero-Americana, os 22 chefes de Estado e de goverrno presentes em Salamanca, na Espanha, criticaram o bloqueio promovido contra Cuba pelos Estados Unidos – através da Lei Helms Burton. E usaram pela primeira vez a palavra "bloqueio" e não "embargo".
O apoio a Cuba não é uma novidade em cúpulas de Chefes de Estado e de Governo Ibero-americanos, mas é a primeira vez em que a declaração final, assinada por todos os governantes, utiliza a expressão "bloqueio" em vez de "embargo".
O último dia do encontro dos governantes de três países europeus e 19 latino-americanos foi acompanhado por uma manifestação popular, sob o lema "Catalunha com Cuba e Venezuela". Salamanca é a segunda maior cidade da Catalunha, região autônoma espanhola com forte tradição de solidariedade.
Para embaixador, "infeliz mudança"
Antes mesmo do texto ser anunciado, neste sábado (15), o porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Madri acusou o golpe. "Achamos que seria uma infeliz mudança, se isso pudesse ser interpretado como um sinal de apoio à ditadura cubana", disse o porta-voz, de acordo com os organizadores do encontro. Ele teria acrescentado que esperaria o conteúdo oficial dos acordos do encontro de cúpula antes de fazer mais comentários.
Fontes diplomáticas comentaram para a imprensa espanhola que o texto recebeu retoques suavizadores sob pressão americana. Mas o fato é que ele inclui mensagem explícita de condenação tanto do "bloqueio econômico" como do "comercial e financeiro".
"Solicitamos em particular ao governo dos Estados Unidos que em caráter imediato detenha aplicação das medidas adotadas no decorrer dos últimos anos com o objetivo de fortalecer e aprofundar o impacto de sua política de bloqueio econômico, comercial e financeiro a Cuba", diz o parágrafo.
Pedido de extradição de Carriles
A longa confrontação entre os Estados Unidos e Cuba estende-se também às palavras. Washington não admite que promova contra Havana um "bloqueio" –termo que evoca posturas de força, mas apenas um "embargo". Já Cuba refere-se sempre a "bloqueio" para descrever a discriminação que sofre há 43 anos por parte do governo estadunidense, e que se estende às relações comerciais, diplomáticas, culturais e humanas.
Quem saiu mais satisfeito com o texto foi o presidente venezuelano Hugo Chávez. Ele obteve que a declaração de Salamanca exigisse a extradição do terrorista cubano Luís Posadas, autor de um atentado contra um avião de Cuba em 1976, quando 73 pessoas morreram. A cúpula aprovou por unanimidade um Comunicado Especial de apoio à luta contra o terrorismo em que advoga gestões para obter a extradição do representante da ultra-direita cubana.
Sobre a reação do porta-voz americano à declaração de Salamanca, Chávez citou uma frase literária: "Que ladrem os cães, como dizia Dom Quixote, que logo cavalgaremos".
Posada Carriles acha-se formalmente detido nos EUA. Mas segundo o ministro cubano das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, está em curso um plano para permitir que o terrorista viva no país.
Cuba comemora
A cúpula de Salamanca reiterou o valor da extradição como ferramenta essencial da luta contra o terrorismo e exortou os Estados a considerar devidamente os pedidos de extradição, com plena aplicação do marco legal a respeito. Os EUA alegam que não extraditam Carriles porque este supostamente seria torturado caso voltasse à Venezuela, de onde fugiu com apoio de forças anti-cubanas daquele país.
O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, qualificou os resultados da Cúpula como uma "importante vitória política e diplomática" de seu país. Ele as duas decisões, adotadas por unanimidade e apesar da pressão hostil, ao "respeito e prestígio de Fidel Castro e da luta de nosso povo no cenário internacional".
"Estamos realmente muito satisfeitos. Achamos que é um momento muito importante na batalha de nosso povo a favor dos direitos e da justiça para nossa pátria", disse o chanceler cubano.
Com agências
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