| Subject: o paradigma da pós-modernidade: tudo é relativo, nada é sagrado. A vida humana tampouco. |
Author:
JN, 24/07/05
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Date Posted: 24/07/05 10:59:19
In reply to:
José Neto
's message, "Terrorismo e Segurança: sobre as medidas de segurança anunciadas pelo Conselho Europeu" on 20/07/05 16:38:14
Comentário
JN, 24/07/05
Sem tréguas e sem piedade, instalado no quotidiano do cidadão comum e quase assimilado como fatalidade, o terrorismo globalizou-se e mostra, a cada novo atentado - como o de ontem, em Sharm El-Sheik - que já não há imunidade possível o terror chega quando e onde quiser.
A ideologia totalitária de inspiração islamita e denominada al-Qaeda é, agora, uma multinacional cuja intenção é a morte indiscriminada e sem rosto, tal como ela própria. Pretende apenas a barbárie, a erradicação da cultura, o regresso ao estado natureza, em que o homem é o predador mais temível do seu semelhante. E não admite alternativas.
Comunga, afinal, do espírito dos tempos e contribui para ele, apropriou-se do paradigma da pós-modernidade: tudo é relativo, nada é sagrado. A vida humana tampouco.
Recusar tal fatalidade sem deixar de combater esse inimigo sem rosto e que, não raro, nos sorri como o melhor dos vizinhos, será o maior desafio das sociedades demo-liberais. A exigência é grande, mas vital.
Porque quando a execução de um cidadão pela polícia que o devia proteger - como correu em Londres - for encarada com indiferença porque tida como necessária, quando o Estado de Direito se permitir torturar e violar a dignidade dos homens - como Abu Ghraib ou Guantánamo -, quando NÓS autorizarmos a instrumentalização do indivíduo, a guerra estará perdida. Para sempre.
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