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Subject: E a escritora veria o seu texto publicado no Portugal Socialista, órgão oficial do PS.


Author:
pedro correia, DN, 02/08/05
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Date Posted: 2/08/05 14:21:33
In reply to: Fernando Madaíl, DN, 02/08/05 's message, "Europa socialista influencia a Revolução dos Cravos" on 2/08/05 10:19:35

O 'DIário de Notícias' Há 30 ANOS

As balas no lugar dos cravos


pedro correia, DN, 02/08/05

Sophia de Mello Breyner Andresen, uma das melhores escritoras portuguesas de todos os tempos, era deputada à Assembleia Constituinte em 1975. No hemiciclo de São Bento, onde integrava o grupo parlamentar do PS, denunciou os excessos revolucionários naquele Verão escaldante. Sem sombra de ambiguidade.

"Desgraçadamente, dia após dia, a revolução tem estado a ser desvirtuada pelo abuso e pela avidez de poder das falsas vanguardas ideológicas", afirmou Sophia, intervindo no período de antes da ordem do dia. Uma intervenção remetida para o fundo da página 7 da edição do Diário de Notícias de 2 de Agosto de 1975, sem destaque em título ou subtítulo.

Mesmo assim, as suas duras palavras não passaram despercebidas. A poetisa que durante o salazarismo se erguera contra o "tempo dos coniventes sem cadastro" denunciava agora um projecto do Executivo do general Vasco Gonçalves, que pretendia integrar a Secretaria de Estado da Cultura no Ministério da Comunicação Social. "Não posso aceitar que à cultura do meu país seja imposto um esquema herdado do totalitarismo. Não queremos estruturas culturais totalitárias", afirmou a autora de Mar Novo.

Outra escritora muito em foco nesses dias era Natália Correia, alvo de censura "revolucionária" no vespertino A Capital, à revelia do director do jornal, David Mourão-Ferreira. "Pede-se um Rosto" era o título deste artigo, cuja publicação fora travada pelos trabalhadores do periódico por suspeita de "conteúdo contra-revolucionário". Qual o pecado de Natália? Visar o omnipotente Movimento das Forças Armadas (MFA), o suposto "rosto" a que aludia o título do artigo. David Mourão-Ferreira, em protesto, abandonou a direcção d'A Capital. Rodolfo Iriarte assumia as funções de director interino. E a escritora veria o seu texto publicado no Portugal Socialista, órgão oficial do PS.

(...)

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Subject Author Date
E o que aconteceu entretanto à Capital?João Luís 3/08/05 14:11:49


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