| Subject: ANBP rejeita responsabilidade pelos incêndios florestais e acusa Estado e autarquias |
Author:
Publico on line
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 5/08/05 18:07:53
In reply to:
João Luís
's message, "Intolerável que o país esteja a arder e que só estejam 400 militares e um helicóptero no terreno" on 5/08/05 17:55:51
Associação fala em descoordenação entre as entidades competentes
ANBP rejeita responsabilidade pelos incêndios florestais e acusa Estado e autarquias
05.08.2005 - 17h00
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) rejeitou hoje "veementemente qualquer tentativa de responsabilização dos bombeiros pelo descalabro" resultante dos incêndios florestais, acusando o Estado e as autarquias de serem “os principais culpados desta situação".
Em comunicado, a ANBP refere que há anos que a associação aponta as falhas no sistema de combate aos incêndios florestais, designadamente "a descoordenação existente entre os coordenadores concelhios, distritais e nacionais da protecção civil e a inexistência de uma cultura de prevenção".
"A descoordenação no combate aos incêndios florestais, a falta de meios humanos e técnicos, assim com a inexistência de uma política correcta de prevenção são as principais causas dos incêndios florestais. E isso é da responsabilidade do Estado e não dos bombeiros como agora se pretende fazer crer", alega a associação.
No documento intitulado "Bombeiros não são culpados", a ANBP considera que "o Estado, as autarquias e mesmo algumas entidades ligadas à protecção civil são os principais culpados desta situação", acrescentando que "acusar os bombeiros é o caminho mais fácil" quando o problema reside no facto da questão ser tratada pelos políticos "de uma forma sazonal".
"As autarquias, designadamente a Associação Nacional de Municípios Portugueses [ANMP], também tem responsabilidades: há muito que já deveriam ter criado grupos de bombeiros profissionais nos seus concelhos que respondessem prontamente a estas calamidades. De facto, esta situação só se altera quando o poder central e autárquico se interessarem e trabalharem para a solução deste problema", adianta a nota.
Segundo a associação, alguns presidentes de câmaras municipais, onde ocorrem os fogos mais intensos, queixam-se da falta de bombeiros, mas "esquecem-se que a ANMP tem sido a entidade que mais tem contribuído para a indefinição existente em relação aos Serviços Municipais de Protecção Civil, entidade que tem um papel importante na prevenção e combate aos incêndios”.
A Associação Nacional de Municípios é ainda acusada de não ter “desenvolvido uma política que levasse as edilidades a investirem numa protecção civil moderna e eficaz, que originasse um maior apoio aos bombeiros profissionais e voluntários, nomeadamente na formação profissional e na aquisição de equipamento individual de protecção".
A ANBP recorda que a 5 de Janeiro, aquando da apresentação do "Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de 2005" pelo então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, a associação apontou estas falhas e alertou para o facto de o país estar a atravessar um período de seca grave que iria ter "repercussões gravíssimas" nos incêndios florestais.
"Lamentavelmente, nada foi corrigido", diz o organismo, que perante o actual cenário "desafia todos os presidente de câmaras municipais a fazerem uma ruptura com o passado e a colocarem nos seus programas eleitorais as medidas que pretendem tomar a nível de protecção civil, caso sejam eleitos"
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |