| Subject: EMPREGOS DE ALTA ROTATIVIDADE |
Author:
ALTAUTORIDADE
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Date Posted: 20/07/05 21:30:03
EMPREGOS DE ALTA ROTATIVIDADE
Segundo foi revelado pelo EXPRESSO e confirmado pela Comissão de Trabalhadores da GALP, os sucessivos governos têm utilizado esta empresa participada pelo Estado como um meio para assegurarem “empregos” altamente proveitosos à sua clientela de familiares e apaniguados políticos.
A opinião publica já tinha a noção de que a nossa classe politica vivia num sistema rotativista onde “OS MESMOS” vão alternando os cargos no governo ou lugares no Parlamento ou em Autarquias com os cargos de direcção em empresas publicas ou municipais e institutos públicos de vária ordem.
Mas talvez não se soubesse como é que era assegurada a disponibilidade para uma tão alta rotação de cargos nas áreas mais diversas, embora tendo todos em comum o facto de comerem à mesa do Orçamento.
O EXPRESSO revelou-nos o segredo.
Um quadro superior contratado em 2002 com um ordenado de 8.700 euros quando António Mexia assumiu a administração, recebeu uma indemnização de 290 mil euros para sair da empresa 2 anos depois de ter entrado, para a seguir ser admitido para o sector imobiliário da REFER, uma empresa tutelada pelo seu ex-patrão entretanto tornado Ministro das Obras Publicas e Transportes.
O mecanismo que permitiu a esse quadro receber aquele valor ao fim de 2 anos, assegurar no contrato uma antiguidade fictícia de X anos, parece aliás ser de uso corrente na empresa. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento entrou para a administração quando ele era ministro, com uma “antiguidade” de 17 anos!
Quando Moreira da Cruz foi contratado para administrador em Espanha, recebeu 15 anos de “antiguidade”.
Ou seja, se por ex. o Sr. G. Albuquerque tivesse de sair ao fim de 3 anos de trabalho, era indemnizado como se trabalhasse lá há 20; estão a perceber, ou é preciso fazer um boneco?!
Mas as contratações pouco “ortodoxas” e as ligações incestuosas entre cargos governamentais e “emprego” em empresas publicas ou participadas não ficam por aqui.
Ferreira do Amaral, Murteira Nabo, Manuel Queiró,, Freitas do Amaral, António Mexia, Fernando Gomes, Henrique Chaves, João de Deus Pinheiro e outros cujos nomes não vêm agora à lembrança, todos eles passaram ou estão na GALP.
E secundariamente, temos ainda a admissão para altos cargos de jovens recém-licenciados que por coincidência são filhos de “very important people” como Alípio Dias, Silveira Godinho e Miguel Horta e Costa.
(Todos estes nomes devem ser considerados a titulo de exemplo, não constituindo listas exaustivas).
Depois disto, haverá quem ainda consiga falar na importância estratégica para a economia nacional de manter a Galp, e outras, sob control do Estado, sem rir ás gargalhadas?
Alguém consegue acreditar que nesta pensão de alta rotatividade constituída pelos órgãos da Administração e pelas Empresas Publicas e participadas, alguém ande para servir e não para servir-se?
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