| Subject: A guerra fria passou por lá, a propaganda também... |
Author:
João Luís
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Date Posted: 15/07/05 21:01:13
In reply to:
Militante da objectividade
's message, "Não é uma explicação" on 15/07/05 18:50:40
Hoje ao chegar a casa, encontrei na caixa do correio a « Maniére de voir 82” do Le Monde diplomatique. Dei uma vista de olhos à revista e parei pelas páginas 94-95 no artigo de Dominiq Vidal, “Comemoração ou transmissão?” de que transcrevo o início:
“Uma velha doença ataca de novo a França; “a comemoratite”. A mais espectacular remonta ao 60º aniversário do desembarque na Normandia em Junho de 2004. Dois meses e meio mais tarde foi a vez da Libertação de Paris e, no fim de Janeiro de 2005 foi a da libertação dos últimos prisioneiros de Auschwitz.
Ninguém contesta, evidentemente, a legitimidade e a utilidade da comemoração de acontecimentos relevantes da nossa história. Na condição que ela tenha sentido, faça viver o passado no presente e que privilegie as lições universais em vez das individuais ou comunitárias. Se não, como escreveu Jean Baudrillard, “a comemoração opõe-se àmemória: ela faz-se em tempo real e dum golpe, o acontecimento torna-se cada vez menos real e histórica, cada vez mais irreal e mítica”. (…)
Elas concentraram-se mais sobre a emoção que sobre a reflexão (…).
Pior: o essencial da mediatização visava a (…) manipular a história em vez de a reconstruir profissionalmente. No coração deste reescrita figura nomeadamente um estranho regular de contas post mortem com a União Soviética: a batalha, contudo decisiva, de Estalinegrad durante o Inverno de 1942-1943, inspirou muito menos os comemoradores que o Dia D. Tendo a consequência de desvalorizar o papel da URSS na derrota do nazi-fascismo e de sobrevalorizar o dos anglo-americanos.
Em 1945, 57% dos franceses atribuíam o papel principal na derrota da Alemanha nazi à União Soviética e 20% aos USA. Em 2004, é o contrário: 20% à URSS e 57% aos USA. A guerra fria passou por lá, a propaganda também…”
(…)
A propósito militante da objectividade (whatever that is...) é capaz de explicar porque é que no dia 1 de Agosto de 1990 caiam grossas e pesadas gotas de chuva na parte sul da minha rua e não caíu nem uma gotinha na parte norte?
Sobre o que pergunta, só lhe posso recomendar que leia e releia não só as Resoluções Políticas do XIII e do XIV, mas tudo o que encontrar à mão. Se começar pelo google-com material não lhe falta. E depois reflita no que leu, fale do assunto com toda a gente que entender, chateie meio mundo. e tente tirar uma conclusão. A responsabilidade final, não se esqueça é nossa. Somos nós que fazemos as nossas "cabeças". É o que eu faço.
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