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| Subject: Hospitais SA vs Hospitais SPA | |
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Author: SIC |
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Date Posted: 14/01/06 10:56:53 Mais de 2300 mortes em internamentos hospitalares seriam evitadas anualmente se todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentassem a redução da mortalidade em internamentos registada nas instituições com gestão empresarial, segundo um estudo hoje apresentado. A conclusão consta do relatório sobre a Avaliação dos Hospitais com Gestão Empresarial que foi hoje apresentado pela Comissão para a Avaliação dos Hospitais SA, grupo constituído pelo actual governo e que, nos últimos oito meses, analisou estas instituições, comparando-as com as outras unidades que mantiveram o estatuto de Sector Público Administrativo (SPA). De acordo com o coordenador da Comissão, Miguel Gouveia, os hospitais SA registaram uma melhor evolução do que os SPA a nível da redução da mortalidade, que diminuiu 0,235 por cento nas instituições com gestão. Estes valores permitem uma extrapolação para todos os hospitais do SNS que, segundo Miguel Gouveia, registariam uma diminuição de 2350 mortos anuais se obtivessem a mesma redução da mortalidade obtida pelos hospitais SA. Segundo esta investigação, os hospitais SA conseguiram melhorias de eficiência, com aumentos de produção superiores aos aumentos dos custos, sem prejudicar os níveis de qualidade e o acesso aos cuidados. Melhorias que, contudo, não foram detectadas pelos utentes, uma vez que, e de acordo com o relatório, a transformação destes hospitais - que ocorreu no primeiro dia de 2003 - "gerou, muito provavelmente, um impacto nulo na qualidade percepcionada pelos utentes". Miguel Gouveia assumiu que os hospitais que revelaram melhores indicadores já os apresentavam antes da sua transformação em SA. A investigação concluiu ainda que as readmissões obtiveram uma evolução melhor nos SA do que na totalidade dos SPA e que os hospitais com gestão empresarial transferiram mais doentes do que os do Sector Público Administrativo. Em muitos casos, contudo, as transferências foram realizadas para outros hospitais SA, esclareceu Miguel Gouveia. Um dos parâmetros mais aguardados referia-se à averiguação da discriminação de doentes por entidade pagadora, tendo o estudo apurado que os SA apresentaram "uma maior proporção de pacientes do SNS - por oposição aos subsistemas ou seguradoras - que os SPA". Por outro lado, "a proporção de doentes do SNS tem vindo a crescer em todos os hospitais e linhas de produção, com uma redução correspondente dos doentes das seguradoras e outras entidades", frisa o estudo. A discriminação de doentes por idade também não se registou, muito pelo contrário: "O efeito SA é um aumento da importância relativa dos idosos". Custos e proveitos O estudo revela que os custos com pessoal cresceram significativamente mais nos hospitais SA do que nos SPA (cerca de três a quatro por cento) e que existiu uma redução significativa nos SA dos pagamentos em horas extraordinárias e remunerações adicionais. Para igual produção e qualidade, os custos dos hospitais SA são mais baixos nove por cento do que os dos hospitais SPA, mas o preço médio pago pelos SA por produtos farmacêuticos revelou-se cerca de 12 por cento mais elevado. Apesar disso, os hospitais SA registaram uma redução das despesas em cada produto farmacêutico na ordem dos 20 por cento, o que se deveu a uma redução grande da quantidade consumida, apesar do seu custo ser maior (12 por cento). Miguel Gouveia destacou o crescimento da eficiência e a ausência de discriminação dos doentes como as conclusões mais significativas desta investigação, tendo destacado as promessas não cumpridas de incentivos aos profissionais para melhor desempenho como uma boa solução que teve um mau começo. Dois estudos, em dois meses, com conclusões de eficiência opostas Os hospitais com gestão empresarial foram alvo, nos últimos dois meses, de estudos com conclusões opostas sobre a sua eficácia, mas a tutela garante que o que apurou uma maior eficiência é mais válido porque foi encomendado pelo Governo. Em Novembro de 2005, um estudo divulgado no "site" da Direcção-Geral da Saúde (DGS) na Internet - que entretanto se demarcou do mesmo, justificando que se tratava de um contributo académico e não de uma posição oficial deste organismo - concluía que os hospitais com gestão empresarial são menos eficientes do que os que mantiveram o estatuto público administrativo. Com Lusa [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Demagogia e mentira a dar com um pau... | Visitante Cínico (e irritado com esta chachada toda) | 14/01/06 15:56:13 |
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